Polícia descarta o envolvimento de babá na morte do bebê de 1 ano e 3 meses
A criança morreu no último domingo (25/10), em Samambaia; a PCDF investiga possíveis maus-tratos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou o envolvimento da babá na morte de uma bebê de 1 ano e 3 meses, que aconteceu no último domingo (25/10), em Samambaia. A corporação confirmou a informação ao Metrópoles nesta quarta-feira (25/10).
A cuidadora havia sido citada nas investigações após a criança apresentar sinais de possíveis agressões enquanto estaria sob os cuidados da babá. Em 13 de outubro, a mãe da menina chegou a denunciar o caso depois de identificar uma marca semelhante a uma mordida na bochecha da filha.
No domingo (25/10), a bebê foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia em parada cardiorrespiratória. Durante o atendimento, os profissionais identificaram hematomas, cortes e outros machucados que aparentavam ser de diferentes datas.
Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), a criança chegou à unidade com sinais de violência em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, ela não resistiu.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia) investiga o caso. Com o envolvimento da babá descartado, os policiais continuam apurando as causas da morte e os eventuais responsáveis.
Guarda
A criança morreu três dias após a Justiça negar o pedido do Conselho Tutelar para afastá-la da mãe, do padrasto e da cuidadora.
O pedido foi solicitado após a criança ser levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, posteriormente, ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) em 13 de outubro. Durante o atendimento, profissionais de saúde identificaram lesões e acionaram o Conselho Tutelar de Samambaia.
Diante da suspeita de maus-tratos, o órgão solicitou à Justiça, com base na Lei Henry Borel, medidas para afastar a criança da mãe, do padrasto e da babá. O pedido, no entanto, foi negado na quinta-feira (22/10), por suposta falta de indícios suficientes para impedir que a menina permanecesse sob os cuidados maternos.

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Ver todasAntes da decisão judicial, a criança havia sido encaminhada aos cuidados da avó materna, a pedido da própria mãe. Após o indeferimento da medida, a mulher buscou a filha no sábado (24/10), um dia antes da morte.
A mãe, o namorado e a cuidadora foram ouvidos pela PCDF no âmbito da investigação sobre a morte da bebê. Ninguém foi preso.
