Piso é o "primeiro passo" para melhorar enfermagem, diz Jorge Vianna
Projeto de lei estabelece um piso salarial para enfermeiros no valor de R$ 4.750 mensais. Sanção será publicada no DOU desta sexta

A sanção do novo piso salarial para profissionais de enfermagem, nesta quinta-feira (4/8), pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), repercutiu entre os profissionais de saúde do DF. O deputado distrital Jorge Vianna (PSD), que fez carreira no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), participou diretamente das articulações com o Planalto para que o valor saltasse para R$ 4.750 mensais.
Além de enfermeiros, a matéria sancionada nesta quinta estabelece que técnicos de enfermagem também terão melhorias salariais e recebam, pelo menos, R$ 3.325. Já auxiliares de enfermagem terão um piso de R$ 2.375. A sanção será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (4/8).
“A gente ainda precisa de melhores condições de trabalho, diminuir a carga de trabalho, mas o primeiro passo que é o piso que nivela todos nós, foi dado. As pessoas não acreditavam que isso poderia acontecer, nem a própria categoria”, comemora o parlamentar.
Vianna conta ainda que recebeu um apoio muito forte do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem no DF (Sindate-DF), do qual já foi diretor. “Eles acreditaram nessa ideia e nós partimos para a luta”, disse.
A atual diretora, Isa Leal, avalia ter sido um dia histórico para a enfermagem brasileira. “A categoria está muito feliz e emocionada com esse passo tão grande que foi dado hoje. Os profissionais de enfermagem estiveram na linha de frente durante a pandemia e a aprovação do piso é uma forma de reconhecer esse trabalho tão árduo”, pontua.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA entidade estima que, em média, 45 mil técnicos em enfermagem atuem no DF.
Tramitação
O texto foi aprovado pelo Senado Federal em novembro do ano passado e pela Câmara dos Deputados em maio deste ano. Apesar disso, na época, o texto não chegou a ser enviado para análise da Presidência da República, que tem poder de veto sobre projetos aprovados por parlamentares.
Antes de enviar o texto para o Palácio do Planalto, deputados e senadores avaliaram que a previsão do piso salarial da categoria deveria ser incluída na Constituição. Por isso, no mês passado, o Congresso Nacional aprovou uma PEC sobre o mesmo assunto, com o objetivo de garantir segurança jurídica ao projeto de lei.
O governo federal calcula, por exemplo, um impacto no orçamento na ordem de R$ 23 bilhões em 2022 e de R$ 24,9 bilhões em 2024. Pelos cálculos da Câmara dos Deputados, no entanto, os recursos necessários são menores, chegando a R$ 16 bilhões.












