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O piloto Luciano Bittar, comandante da aeronave que caiu em uma fazenda no distrito de São Gabriel (GO) no dia 1º de agosto, recebeu alta da unidade de terapia intensiva (UTI) nessa quinta-feira (9/8). Ele se recupera dos ferimentos em um quarto do Instituto Hospital de Base (IBH).

Luciano ficou gravemente ferido após a queda da aeronave. Ele tentou fazer um pouso de emergência em uma plantação, mas raspou a asa do avião em uma árvore, o que acabou desestabilizando a aterrissagem e provocando a colisão com o solo. Os quatro ocupantes do avião ficaram gravemente feridos, mas todos respondem bem ao tratamento.

Segundo a irmã do piloto, Vanessa Bittar, ele aguarda a avaliação de um ortopedista para iniciar as sessões de fisioterapia.

Acidente e resgate
O avião de pequeno porte caiu na zona rural do distrito de São Gabriel, distante 144 quilômetros de Brasília, e por pouco não provocou um desastre ainda maior. A queda da aeronave ocorreu a 25 metros da sede da Fazenda Sagrada Família. No momento do acidente, familiares do proprietário e funcionários encontravam-se no local.

Todas as vítimas estavam conscientes no momento do socorro e chegaram a ligar para os parentes para informar o ocorrido. Um trabalhador da propriedade contou ao Metrópoles, sob condição de anonimato, que viu de perto a situação dos feridos e a gravidade do acidente. “Um deles tinha só quebrado uma perna e um braço. Levaram ele para o Hospital de Planaltina de Goiás de ambulância. Outro estava com o couro cabeludo todo rasgado, muito machucado, mas também estava consciente e falou com a família”, conta o caseiro da fazenda. As outras três vítimas foram transportadas de helicóptero para o Instituto Hospital de Base (IHB), em Brasília.

Segundo parentes e amigos das vítimas, o monomotor envolvido na tragédia, prefixo PT-RKA, vinha de Tocantins para Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Todos os ocupantes seriam funcionários da empresa Produtiva Sementes. Oscar Strauch, dono da companhia, teria fretado o avião para que os trabalhadores visitassem sua fazenda em Formosa. Vanessa afirmou que o irmão tem experiência de cinco anos de voo. “Foi uma fatalidade”, acredita.