PCDF prende suspeito de matar travesti a facadas na Asa Norte

O acusado de 51 anos é conhecido como "Coruja". Quando agentes chegaram para cumprir mandado de prisão, ele tentou fugir

atualizado 18/01/2020 19:24

Reprodução

A Polícia Civil do DF (PCDF) prendeu, na tarde deste sábado (18/01/2020), o suspeito de matar a travesti Ana Clara Lima, ou Júlia, 36 anos, na Asa Norte. O crime ocorreu na madrugada dessa sexta-feira (17/01/2020).

O homem tem 51 anos e é conhecido como “Coruja”. Ele também feriu outra travesti, de 29 anos, com uma faca.

Após os crimes, “Coruja” fugiu. A Justiça concedeu o mandado de prisão temporária de 30 dias e o homem foi preso por policiais da 2ª DP (Asa Norte), na casa de familiares em Águas Lindas (GO).

Quando agentes chegaram à residência, o suspeito tentou fugir, pulando o muro da casa vizinha. Mas se entregou depois de uma hora de negociação.

“Recebemos algumas informações de que ele estava escondido em Águas Lindas. Desde a manhã, iniciamos campanas na cidade e conseguimos identificar o endereço onde ele estava”, disse o delegado-adjunto da 2ª DP, Bruno Gordilho.

Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação de travestis na madrugada de sexta-feira (17/01/2020) e o suspeito de matar Júlia.

Histórico

Júlia foi esfaqueada na região da barriga e morreu dentro do próprio carro, no momento em que seguia para o hospital.

Policiais militares do Gtop 23 faziam ronda na 706 quando foram abordados por quatro travestis pedindo socorro. De acordo com elas, o autor teria esfaqueado as duas vítimas após elas reagirem a um roubo.

O assassinato de Ana Clara, conhecida como Júlia, repercutiu entre garotas de programa que trabalham na Asa Norte. Uma garota de programa, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que muitos homens vão ao local especificamente para abordar travestis.

“O Coruja sempre estava por aqui, já era cliente conhecido. Ele era muito louco e drogado, só ficava com as trans, assim como muitos outros caras”, afirmou.

De acordo com ela, o movimento é muito grande na área. “A Júlia era uma das travestis mais corretas e finas daqui, e nunca se metia em confusão. É até estranho porque as transsexuais daqui não ficam na rua”, explicou.

A mulher diz que a maioria das travestis recebe os clientes com combinação fechada direta em sites específicos. “Só descem para a rua quando o movimento deles (sites) está fraco”, contou a mulher.

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