PCDF prende acusado de assassinar homem que defendeu mulher de agressão

O homicídio ocorreu em 1º de janeiro de 2020, na Cidade Estrutural. Vítima foi morta horas após defender a ex do agressor

atualizado 11/07/2020 11:56

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 8ª Delegacia de Polícia (SIA) cumpriu na noite dessa sexta-feira (10/7) um mandado de prisão preventiva de um homem de 25 anos, apontado como o autor do homicídio qualificado praticado na manhã do dia 1º de janeiro, na Cidade Estrutural.

A vítima, do sexo masculino, morreu após ser atingida por três tiros na cabeça, dentro da casa de familiares, enquanto dormia.

De acordo com o relato de testemunhas, ele teria defendido uma mulher que estava sendo agredida pelo namorado. Horas após o desentendimento, o agressor teria invadido a residência e atirado na vítima.

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O investigado foi detido nesta sexta quando deixava uma oficina na Cidade do Automóvel. A prisão teve apoio operacional da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord).

As investigações apontam que, na noite do Réveillon, o autor, identificado como R.Q.R., terminou o relacionamento com a ex-companheira durante evento realizado na Esplanada dos Ministérios. Ele estava com ciúmes da ex por acreditar que a mulher estaria interessada na vítima.

O autor se dirigiu então à residência da ex-companheira e efetuou diversas ligações para ela, para ameaçá-la de morte e também as filhas, que estavam com ele.

Na manhã seguinte, no momento em que a companheira retornava para a residência acompanhada da vítima e de outra mulher, o homem a agrediu fisicamente. Com a ajuda de outras pessoas, a vítima conseguiu separar os dois e expulsou o agressor do local. Antes de sair, ele afirmou que voltaria para matar o homem.

Poucas horas depois, cumprindo a promessa, o investigado, juntamente com dois comparsas, foi até o apartamento onde a vítima estava dormindo e a executou com quatro disparos de arma de fogo na cabeça. Câmeras de segurança filmaram parte da ação criminosa.

Após o cumprimento do mandado de prisão, R.Q.R. foi enviado à carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

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