PCDF deflagra operação e apreende 40 quadros sem selo de originalidade
Os quadros estavam sendo vendidos em uma banca na Feira da Torre de TV e em um shopping de Águas Claras
atualizado
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Neste sábado (11/4), uma operação da Seção de Polícia Comunitária (SPCOM) da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) apreendeu 40 quadros que estavam sendo vendidos sem o selo de originalidade ou assinaturas digitalizadas.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os quadros eram vendidos em uma banca na Feira da Torre de TV e em um shopping de Águas Claras.
Os quadros apreendidos pela 5ª DP foram encaminhados para o Instituto de Criminalística da PCDF, para confecção de laudo pericial.
Ao Metrópoles, o empresário que tinha os quadros, Paulo Fernandes, disse que tinha uma parceria com o autor, o artista maranhense Jailson Belfort. “Começou há cerca de um ano e meio. Ele produzia e trazia os quadros, e eu comercializava”, explicou.
Porém, segundo o empresário, há pouco mais de cinco meses, o artista o procurou para comunicar que montaria uma loja própria e encerrou a parceria. “Só que restavam alguns quadros dele no meu estoque. Conversei com ele, falando que os venderia, e ele concordou”, afirmou.
Fernandes afirma que foi surpreendido com a notícia de que a PCDF foi acionada por causa das obras.
“Estou colaborando com as investigações e estou à disposição para qualquer novo esclarecimento. Também estou em contato com o meu advogado para mediar a situação. Não faz sentido nenhum, até porque nunca tive problemas assim”, lamentou o empresário.
Procurada pela reportagem, o escritório responsável pela defesa do artista Jailson Belfort falou em falsificação de obras de arte e disse que “não é apenas um crime previsto no artigo 184 do Código Penal, mas um ataque direto à dignidade de quem vive da própria criatividade”.
“Nosso escritório atuou para que a lei fosse cumprida e para que o artista tivesse seus direitos autorais e econômicos plenamente resguardados. Arte tem dono. Criatividade tem valor. E nenhum artista deve ser privado do fruto do seu trabalho”, pontuou a defesa do artista.
