Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

PCDF apura maus-tratos em abrigo após cadela ser encontrada desnutrida

Segundo a denunciante, a cadela estava definhada, com anemia profunda e desnutrida, após passar cinco meses em abrigo no Itapoã (DF)

04/08/2026 14:03
Imagem cedida ao Metrópoles
Condição da cadela após deixar abrigo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma denúncia de maus-tratos a animais em um abrigo localizado no Itapoã (DF). De acordo com a ocorrência, uma tutora, que preferiu não se identificar, relatou que encontrou a cadela — uma vira-lata caramelo —, em condições precárias, com anemia profunda e desnutrida. O local em questão é o Abrigo da Tereza. 

Segundo a denunciante, ela havia abrigado o animal temporariamente após ele ter sido resgatado das ruas e deixou a cadela sob os cuidados da responsável pelo abrigo há cinco meses por questões pessoais e financeiras. Durante esse tempo, a cuidadora solicitava mensalmente R$ 200 da denunciante, assim como doações de ração, para custear o cuidado do animal.

Inicialmente, a cuidadora mantinha atualizações constantes do animal. No entanto, conforme o decorrer do tempo, a tutora passou a não receber mais nenhum retorno. Segundo a denunciante, foram solicitadas diversas vezes fotos e vídeos do animal à cuidadora, mas os pedidos foram ignorados.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Diante da situação, a tutora resolveu buscar a cadela no abrigo no último domingo (2/8). Ao chegar no local, foi impedida de entrar e encontrou a cadela bem diferente de quando a deixou no local.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
PCDF apura maus-tratos em abrigo após cadela ser encontrada desnutrida - destaque galeria
4 imagens
De acordo com a tutora, a cadela apresenta anemia profunda e está desnutrida
O caso foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)
Segundo a denunciante, as pessoas deixam os animais no abrigo acreditando que eles receberão os cuidados necessários, sem saber das condições em que estariam sendo mantidos
A tutora da cadela disse que ela entrou saudável no abrigo e deixou o local com problemas de saúde
1 de 4

A tutora da cadela disse que ela entrou saudável no abrigo e deixou o local com problemas de saúde

Imagem cedida ao Metrópoles
De acordo com a tutora, a cadela apresenta anemia profunda e está desnutrida
2 de 4

De acordo com a tutora, a cadela apresenta anemia profunda e está desnutrida

Imagem cedida ao Metrópoles
O caso foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)
3 de 4

O caso foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá)

Imagem cedida ao Metrópoles
Segundo a denunciante, as pessoas deixam os animais no abrigo acreditando que eles receberão os cuidados necessários, sem saber das condições em que estariam sendo mantidos
4 de 4

Segundo a denunciante, as pessoas deixam os animais no abrigo acreditando que eles receberão os cuidados necessários, sem saber das condições em que estariam sendo mantidos

Imagem cedida ao Metrópoles

“Ela estava toda definhada e machucada. Ainda fiquei em dúvida se era ela. Consegui entrar lá correndo e encontrei uma parte onde os animais ficam [no abrigo]. É uma parte bem pequena com um monte de cachorro amontoado. Tinham alguns deles parecidos com minha cachorra, tudo ‘magrelhinho’ e ‘sequinho’, só com pele e osso”, relatou.

Em virtude disso, a tutora resgatou o animal e foi à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) para registrar a ocorrência relacionada a maus-tratos. O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa do abrigo. O espaço segue aberto para atualizações.

No local, uma veterinária de confiança da denunciante chegou a examinar a cadela e constatou sintomas, como:

  • Anemia profunda;
  • Desnutrição;
  • Doença de fungos;
  • Doença do carrapato;
  • Diarreia.

Segundo a denunciante, as pessoas deixam os animais no abrigo acreditando que eles receberão os cuidados necessários, sem saber das condições em que estariam sendo mantidos.

“Ela [responsável pelo abrigo] pega o nosso dinheiro e vai extorquindo a gente. Só eu devo ter gasto mais de R$ 1 mil, fora as rações […] Tem mais de 30 cachorros lá [no abrigo] que precisam ser cuidados e resgatados”, ressaltou.