Pastor x bispo: deputado acusa administrador de perseguição política. Veja vídeo
Acusação foi feita na CLDF pelo deputado Pastor Daniel de Castro (PP) contra o administrador de Taguatinga, bispo Renato Andrade
atualizado
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Durante fala no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta quarta-feira (18/3), o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) acusou o administrador de Taguatinga, bispo Renato Andrade, de perseguição e pediu que o Palácio do Buriti tome “providências” a respeito do “comportamento do bispo”.
“Estou muito incomodado com o administrador de Taguatinga e queria deixar um recado para o bispo Renato”, começou o parlamentar.
Em seguida, o distrital explicou que foi procurado por um empresário que queria “dar curso de direção defensiva” no Taguaparque. Em resposta ao pedido, o deputado orientou que a pessoa procurasse a Administração de Taguatinga, com todos os documentos em mãos, e pedisse autorização.
Na administração, o empresário mencionou o nome do pastor Daniel de Castro a uma servidora do local, que teria levado o pleito ao bispo Renato. Segundo o deputado, o empresário teria ouvido o administrador dizer que “se era” pedido “do deputado Daniel, não era para fazer nada”.
Veja o vídeo:
Durante a fala, o parlamentar citou, ainda, outras duas situações que o incomodaram. Em uma delas, contou que esteve em um restaurante em Taguatinga e, depois de sair do local, o bispo Renato teria procurado o dono do comércio para perguntar o “motivo de estar sendo traído”.
No segundo caso, Daniel narrou que tirou foto com o dono de um Lava Jato enquanto o veículo dele estava sendo higienizado. Em seguida publicou a imagem. Momentos depois, conforme o deputado, o administrador teria perguntado ao empresário se ele estava apoiando o pastor.
“Já beira a perseguição. Não posso aceitar. Não ia publicar isso, mas estou publicando para pedir que o Palácio do Buriti tome uma decisão imediatamente de, pelo menos, conversar com o administrador. Não por ser eu, Daniel. Lá [na administração], ele [bispo] deve atender Daniel, Chico, Ricardo, Thiago, Wellington e todo mundo que for à administração regional, sendo de direita ou esquerda. Ele é obrigado a atender porque ele é administrador público”, declarou.
O parlamentar, então, declarou que “não aceitará mais isso” e pediu que o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha, e o secretário de Governo, José Humberto, façam algo a respeito.
“Pedi uma máquina para passar no campo de futebol lá [em Taguatinga] porque domingo agora começa o campeonato de terrão. Sabe qual foi a resposta? ‘Não faço porque é do deputado Daniel’. Não é meu, não, é para a comunidade. Se fosse para mim, eu tiraria do meu bolso, pois tenho condição. Respeite o parlamento! Ele compôs essa Casa por 4 anos e [à época] eu era administrador e o respeitei. Então, respeite o parlamento. Não estou pedindo respeito para mim. Respeite a população de Taguatinga e do Distrito Federal”, finalizou.
Procurado, o administrador de Taguatinga, bispo Renato Andrade, disse que não foi procurado pelo deputado e que “tem mais o que fazer”. “Tudo que o deputado Daniel falou são inverdades. Ele não me ligou a respeito de nenhum desses assuntos. Aos quais desconheço totalmente”, começou.
“E tenho mais coisas a fazer do que estar atrás do que o nobre deputado faz ou deixa de fazer. Há pelo menos 4 anos sofro perseguição por parte do referido parlamentar, o qual faz de tudo para me afastar da gestão da Administração de Taguatinga”, finalizou.
