Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Passageiros enfrentaram caos durante 5h de greve dos ônibus Marechal

Usuários de regiões como Ceilândia e Taguatinga tiveram que improvisar rotas, recorrer a metrô superlotados ou arcar com transporte de app

22/06/2026 10:50, atualizado 22/06/2026 10:51
Compartilhar notícia
Ana Clara de Lima/Metrópoles
paradas lotadas durante a paralisação

As paradas de ônibus do Distrito Federal amanheceram muito mais cheias do que o normal nesta segunda-feira (22/6). O motivo foi uma paralisação surpresa dos rodoviários da empresa Marechal, motivada pelo atraso no pagamento dos salários da categoria. Foram cinco horas de greve que afetaram a rotina de quem precisa do transporte público.

Sem qualquer aviso prévio, milhares de passageiros que dependem das linhas da concessionária, que atua em regiões como Guará, Águas Claras, Park Way, Taguatinga e Ceilândia, enfrentaram uma manhã de caos e frustração.

Com a frota retida nos terminais, os usuários precisaram improvisar rotas, recorrer ao metrô superlotado ou arcar com custos altos de transporte por aplicativo para não perderem o dia de serviço.

Para quem acorda de madrugada, a falta de comunicação transformou a rotina em um cenário de estresse e vulnerabilidade.

A assistente administrativa Márcia Cristina de Azevedo sentiu na pele o peso do apagão de informações. Ela utiliza diariamente a linha 306.5 para ir à Esplanada dos Ministérios.

“Sair de casa às 5h30 na expectativa de pegar o transporte e chegar no horário transforma-se na frustração de, após 25 minutos na parada, ainda no escuro e sem qualquer informação, ter que se virar para ir até o metrô”, desabafa Márcia.

Ela relata que a falta de circulação dos micro-ônibus e circulares da Marechal travou a mobilidade local. “Para quem não tem carro, é uma maratona. Parece simples por estarmos perto do Pistão Sul ou da EPNB, que têm muito transporte, mas para quem está a pé chegar até esses corredores é uma odisseia.”

Passageiros enfrentaram caos durante 5h de greve dos ônibus Marechal - destaque galeria
13 imagens
Com a frota retida nos terminais, os usuários precisaram improvisar rotas, recorrer ao metrô superlotado ou arcar com custos altos de transporte por aplicativo para não perderem o dia de serviço
A categoria iniciou uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira (22/6) por causa do atraso nos depósitos
O serviço foi suspenso a partir das 4h
Afetando 175 mil passageiros que utilizam o serviço diariamente
A empresa atende linhas que circulam por Ceilândia, Taguatinga, Guará e Águas Claras
Sem qualquer aviso prévio, milhares de passageiros que dependem das linhas da concessionária, que atua em regiões como Guará, Águas Claras, Park Way, Taguatinga e Ceilândia, enfrentaram uma manhã de caos e frustração
1 de 13

Sem qualquer aviso prévio, milhares de passageiros que dependem das linhas da concessionária, que atua em regiões como Guará, Águas Claras, Park Way, Taguatinga e Ceilândia, enfrentaram uma manhã de caos e frustração

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Com a frota retida nos terminais, os usuários precisaram improvisar rotas, recorrer ao metrô superlotado ou arcar com custos altos de transporte por aplicativo para não perderem o dia de serviço
2 de 13

Com a frota retida nos terminais, os usuários precisaram improvisar rotas, recorrer ao metrô superlotado ou arcar com custos altos de transporte por aplicativo para não perderem o dia de serviço

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A categoria iniciou uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira (22/6) por causa do atraso nos depósitos
3 de 13

A categoria iniciou uma paralisação no início da manhã desta segunda-feira (22/6) por causa do atraso nos depósitos

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O serviço foi suspenso a partir das 4h
4 de 13

O serviço foi suspenso a partir das 4h

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Afetando 175 mil passageiros que utilizam o serviço diariamente
5 de 13

Afetando 175 mil passageiros que utilizam o serviço diariamente

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A empresa atende linhas que circulam por Ceilândia, Taguatinga, Guará e Águas Claras
6 de 13

A empresa atende linhas que circulam por Ceilândia, Taguatinga, Guará e Águas Claras

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Por volta das 6h30, a Marechal efetuou o pagamento dos motoristas
7 de 13

Por volta das 6h30, a Marechal efetuou o pagamento dos motoristas

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Com a confirmação do pagamento do salários, os motoristas fizeram uma assembleia para decidir o rumo da paralisação
8 de 13

Com a confirmação do pagamento do salários, os motoristas fizeram uma assembleia para decidir o rumo da paralisação

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A assembleia votou pelo retorno do serviço
9 de 13

A assembleia votou pelo retorno do serviço

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O retorno do trabalho foi feito logo após a assembleia
10 de 13

O retorno do trabalho foi feito logo após a assembleia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Os ônibus voltaram a circular 5h após a greve
11 de 13

Os ônibus voltaram a circular 5h após a greve

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Apesar da manhã turbulenta, os rodoviários da Marechal anunciaram o fim da paralisação, e os ônibus da empresa começaram a retomar a circulação de forma gradual
12 de 13

Apesar da manhã turbulenta, os rodoviários da Marechal anunciaram o fim da paralisação, e os ônibus da empresa começaram a retomar a circulação de forma gradual

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
 A decisão pelo encerramento do movimento foi tomada durante uma assembleia realizada na garagem da empresa, no P Sul, em Ceilândia (DF), após a confirmação do depósito dos salários pela concessionária
13 de 13

A decisão pelo encerramento do movimento foi tomada durante uma assembleia realizada na garagem da empresa, no P Sul, em Ceilândia (DF), após a confirmação do depósito dos salários pela concessionária

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Para não faltar ao serviço, Márcia desembolsou R$ 16 em um carro por aplicativo para percorrer um trajeto de apenas seis minutos até a estação de metrô mais próxima. De lá, seguiu até a Rodoviária do Plano Piloto e pegou um circular integrado para a Esplanada.

“Você chega atrasada e ainda fica com aquela sensação de que é a errada por não cumprir o horário à risca. A gente se sente muito inferiorizada. Seria menos penoso se tivessem avisado antes”, lamenta.

Nas regiões periféricas, o impacto foi ainda mais severo, obrigando os usuários a realizarem longos deslocamentos a pé na tentativa de encontrar alguma alternativa nos terminais centrais.

Paloma Cristina de Oliveira sentiu o reflexo logo no início do dia. “Moro na Vila Madureira, no Sol Nascente. Lá só temos duas linhas. Como não tinha ônibus, tivemos que vir andando por uns 15 minutos até o terminal para tentar pegar outra condução. Atrapalha tudo, a demanda acumula e você tem que fazer tudo correndo depois. O chefe vai ter que entender esse atraso, porque há coisas que fogem do nosso alcance”, relatou.

A realidade foi compartilhada por Maria Aparecida Alves, de 55 anos, que também ficou sem opções de locomoção perto de casa. “Perdi meu horário e vou chegar atrasada no trabalho. Acho que vou me atrasar de 40 minutos a uma hora”, calculou a passageira enquanto aguardava na plataforma do terminal, após caminhar da sua quadra até o local.

Apesar da manhã turbulenta, os rodoviários da Marechal anunciaram o fim da paralisação, e os ônibus da empresa começaram a retomar a circulação de forma gradual. A decisão pelo encerramento do movimento foi tomada durante uma assembleia realizada na garagem da empresa, no P Sul, em Ceilândia (DF), após a confirmação do depósito dos salários pela concessionária.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters