Parque acessível do DF tem ponte quebrada, buracos e falta de sinalização
Depois de quase quatro anos, o Parque Ecológico do Lago Norte encontra-se em um cenário diferente ao do "1º parque acessível do país"

Em 2021, o Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurava as obras do Parque Ecológico do Lago Norte, anunciado como o primeiro parque voltado para acessibilidade do país. Quase quatro anos depois, em 2025, o cenário encontrado pelos visitantes é de total abandono e uma infraestrutura incompatível com a acessibilidade daqueles com mobilidade reduzida.
Imagens enviadas ao Metrópoles mostram pontes quebradas, parquinhos infantis sem manutenção, grades de proteção tortas e enferrujadas e bancos e bebedouros caindo aos pedaços. Até a ponte do deck que dá acesso ao lago encontra-se em estado deplorável, com uma única tora de madeira improvisando um conserto.
Veja as imagens:
Segundo divulgado à época, R$ 3 milhões provenientes de emenda parlamentar seriam empregados nas obras de readaptação do espaço, que contaria com duas rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização em braile e demais equipamentos.
O projeto, no entanto, foi paralisado, e as benfeitoras não foram realizadas.
Além de receber o público de pessoas com deficiência, a proposta do parque seria de, através do lazer, recuperar as áreas naturais do Distrito Federal.
Os parquinhos de areia sem poda da vegetação e trilhas de acesso ao lago de terra e sem sinalização, e com esgoto ao céu aberto, mostram uma outra realidade; diferente a prometida para o parque anos atrás.
Segundo o Painel da Ouvidoria do GDF, desde janeiro do ano passado, foram feitas quatro solicitações relativas à preservação dos parques ecológicos do Lago Norte. Até o momento, nenhuma das demandas recebeu resposta, e uma quinta, realizada em dezembro último, ainda estaria em análise.
O que diz o Ibram
O Metrópoles acionou o Instituto Brasília Ambiental, responsável pela gestão dos 16 parques ecológicos do Distrito Federal.
Em nota, o órgão respondeu que as ações de preservação dos parques não são realizadas diretamente pelo Instituto, mas “por meio de empresas terceirizadas ou demais órgãos parceiros do GDF a pedido do Brasília Ambiental”.
“Sempre que identificada alguma necessidade de reparos ou manutenção das estruturas do Parque, inicia-se um processo administrativo a fim de que sejam executadas as ações necessárias para a correção do problema. Contudo, pode acontecer, em alguns casos, de não haver recursos financeiros disponíveis ou demora por questões burocráticas legais, o que prejudica a tomada de medidas imediatas para a correção de problemas pontuais como esses apresentados pelas fotografias”, detalhou a nota.
A instituição finalizou informando de que as demandas relativas ao Parque Ecológico Vivencial II do Lago Norte foram encaminhadas ao setor responsável.

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