Parada LGBTQIAP+ de Taguatinga é adiada, afirma organização do evento
Segundo a Comissão Organizadora da Parada do Orgulho, o adiamento do evento se deve a falta de repasses públicos

A organização da Parada do Orgulho LGBTQIAP+ de Taguatinga anunciou o adiamento da 19ª edição do evento, prevista para este domingo (20/9). Segundo os organizadores, a suspensão se deve à falta de repasse de recursos financeiros por parte da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federael (Secec-DF).
Em nota, a Secec-DF confirma que “que não foi possível concluir, dentro do prazo necessário, a formalização do Termo de Fomento para a realização da Parada LGBT de Taguatinga”. Confira o posicionamento no fim da reportagem.
De acordo com Diulio Garcia, um dos organizadores do evento, a solicitação de verba foi protocolada em março e desbloqueada em junho, entretanto, a equipe foi informada pela administração pública sobre entraves na liberação do orçamento. Segundo ele, a justificativa apresentada foi a ausência de autorização para o repasse entre o Governo do DF (GDF) e a Secretaria de Cultura.
Para os organizadores, o entrave é um cerceamento ao direito de ocupação do espaço público pela comunidade LGBTQIAP+. A Parada de Taguatinga é respaldada pela Lei Distrital nº 7.755/2025, que a incluiu no calendário oficial do Distrito Federal, fixando sua realização no terceiro domingo de setembro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todas“A comunidade vai continuar mobilizada e pressionando o Governo do Distrito Federal para que apresente uma solução e garanta a realização da parada”, declarou Diulio.
Em nota publicada nas redes sociais, a organização enfatizou que o evento não foi cancelado, mas suspenso até que os recursos necessários para a estrutura e a segurança do público sejam liberados. Ainda não há definição para a nova data.
“Não vamos simplesmente aceitar o adiamento e encerrar o assunto. Vamos continuar cobrando respostas, o cumprimento dos compromissos assumidos e uma solução concreta para que a 19ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Taguatinga aconteça”, acrescentou.
Quando questionados pelo Metrópoles sobre o assunto na terça-feira (15/9), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) disse que o fomento foi impossibilitado devido a outros eventos culturais já realizados pela órgão.
“Ao longo de 2026, a pasta executou importantes ações e parcerias, entre elas o Brasília Orgulho 2026 e, na sequência, o Patrimônio Brincante, circunstância que, diante da concentração temporal das iniciativas, inviabilizou a execução do Orgulho Taguá na data definida por seus organizadores”, afirmou a secretaria.
Novo posicionamento
O Metrópoles entrou em contato novamente para novas informações após a oficialização do adiamento do evento. Em resposta, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que “não foi possível concluir, dentro do prazo necessário, a formalização do Termo de Fomento para a realização da Parada LGBT de Taguatinga na data prevista”.
“Mesmo quando o recurso está previsto em emenda parlamentar, o repasse não ocorre automaticamente. Antes da liberação, a proposta precisa passar por análise técnica e administrativa, além das etapas de formalização, acompanhamento e gestão exigidas pela legislação”, declarou a pasta, reforçando a realização simultânea de outros eventos, como o Brasília Orgulho 2026 e o Patrimônio Brincante.
“A concentração desses projetos em um curto intervalo comprometeu a capacidade operacional da equipe para concluir, com a segurança necessária, todas as etapas do processo referente ao Orgulho Taguá”, explica a pasta. “Como a data do evento não poderia ser adiada ou alterada, não houve tempo suficiente para formalizar a parceria e executar o recurso.”



