A advogada da família de Natália Ribeiro dos Santos Costa, 19 anos, encontrada morta no Lago Paranoá no último dia 1º de abril, pedirá ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) a reconstituição dos últimos passos antes de a jovem desaparecer. De acordo com a defensora, um vídeo de um rapaz visto com ela antes do seu sumiço reforça a tese de que ele é o responsável pelo suposto crime. Nas imagens, o homem aparece em um lanchonete conversando com um grupo de amigos.

De acordo com a advogada Juliana Zappalá Porcaro Bisol, o pedido de interferência do MPDFT no caso se deve ao fato de as investigações da 5ª Delegacia de Polícia (área central), na opinião dela, serem conduzidas “de forma parcial”.

A advogada questiona até mesmo o exame cadavérico feito pelo Instituto Médico Legal (IML). “O laudo diz que as marcas no corpo da Natália foram em decorrência de correntes marítimas e da fauna do lago. O problema é que essas coisas não existem no raso, que foi onde ela se afogou. Para mim, só pode ter acontecido alguma agressão do suspeito”, sustenta.

Outro tópico que não faz sentido para a advogada da família é a narrativa de que o suspeito estaria completamente bêbado e, por causa disso, não conseguiria lembrar de nada. “Não foi feito nenhum exame toxicológico e as imagens que consegui dele em uma lanchonete logo após o fato mostram o jovem comendo, bebendo, levantando, sentando. Não parece tão bêbado assim”, relata.

Veja o vídeo:

 

Mordida no braço
O vídeo original tem mais de uma hora de duração, mas o trecho destacado por Juliana, segundo ela, já é revelador. “Na imagem, ele mostra o braço mordido e ainda faz um gesto de soco. Isso pode ser ele contando o que aconteceu no lago”, interpreta.

Procurado, o defensor público que representa o suspeito disse que só se manifestará em relação às imagens caso elas sejam incorporadas ao inquérito policial.

Confira as fotos de Natália: