Laudo toxicológico comprova que Natália usou drogas antes de morrer

Segundo exame feito pelo Instituto Médico Legal, foi comprovado o consumo de ecstasy, cocaína e anfetaminas pela vítima

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atualizado 15/04/2019 12:26

Exames toxicológicos comprovam que a universitária Natália Ribeiro dos Santos Costa, 19 anos, consumiu álcool e drogas 24 horas antes de morrer afogada no Lago Paranoá. Segundo o laudo, foi comprovado o uso de ecstasy, cocaína e anfetaminas pela jovem. Ela tinha 0,7 g/l de álcool no sangue.

Os peritos não conseguiram dosar a quantidade de entorpecentes que a estudantes de letras consumiu. O documento do Instituto Médico Legal (IML) reforça a hipótese de afogamento e afasta ainda mais a possibilidade de que tenha ocorrido um homicídio.

Portanto, o caso pode ser relatado sem o indiciamento do jovem de 19 anos, morador da Asa Norte, investigado pelo crime. Ele não passou por exame toxicológico. Os investigadores, no entanto, afirmam que as provas indicam que o suspeito estava embriagado no dia em que Natália se afogou. A advogada da família da estudante, Juliana Zappalá Porcaro Bisol, afirmou ter conhecimento sobre o resultado do exame e disse que vai se manifestar assim que tiver acesso à documentação.

Natália foi encontrada morta no Lago Paranoá em 1º de abril, mas desapareceu no dia 31 de março, por volta das 18h. Imagens das câmeras de segurança do Clube Almirante Alexandrino, onde ela participava de um churrasco, mostram a universitária descendo um barranco, correndo, às 18h16. O rapaz a segue. Os dois param à beira do lago. Um minuto depois, entram na água, até o joelho, e ficam um de frente para o outro.

Em seguida, eles caem em um declive, com cerca de 3 m de profundidade. O rapaz submerge primeiro. Três segundos depois, Natália afunda e não volta mais. O jovem sai do lago, fica olhando como se estivesse procurando a estudante. Ele vai até o parquinho onde ambos estavam anteriormente. Volta para o lago, começa a nadar, não encontra Natália e sai correndo.

As imagens contradizem o primeiro depoimento do suspeito, que disse não ter entrado no lago. Na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), onde o caso foi registrado inicialmente, ele falou que ficou apenas observando. O conteúdo dos vídeos, que estão com a PCDF, foi divulgado em primeira mão pelo Metrópoles.

Depois, o jovem mudou a versão. Admitiu que entrou no lago com a jovem. De acordo com a defesa do rapaz, as inconsistências nos dois depoimentos prestados por ele são por que, no primeiro, na 6ª DP, ele estava sob “muita pressão”.

 

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