Palpites e opiniões sobre Lázaro e polícia dominam disque-denúncia

Serviço criado no último domingo (20) para informações sobre o paradeiro de Lázaro Barbosa recebeu 3,5 mil ligações até esta terça (22)

atualizado 22/06/2021 20:38

Lázaro BarbosaReprodução

O disque-denúncia criado pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) para informações sobre o paradeiro de Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, recebeu mais de 3,5 mil ligações entre domingo (20/6), quando foi criado, até esta terça (22).

No entanto, conforme a delegada Paula Meotti, chefe da Comunicação da Polícia Civil do Goiás (PCGO), cerca de 90% das denúncias são irrelevantes para a efetiva localização do criminoso.

“A esmagadora maioria não é nem narrativa a respeito de avistamento ou informações para as investigações, mas palpites da população, opiniões pessoais de como deveria ser feito o trabalho policial, como armar armadilha”, pontuou.

Quem tiver informações verdadeiras e importantes sobre o paradeiro de Lázaro pode ligar para o telefone (061) 99839-5284. “É um número que funciona 24h por dia, mas a gente pede responsabilidade da população, que se limite a nos encaminhar informações reais, dados concretos que de fato eles tenham conhecimento”, destacou Paula Meotti.

A delegada explica que as ligações com informações sobre Lázaro são checadas antes de os policiais se deslocarem. Por isso, ela reforça o pedido para que não sejam propagadas notícias falsas.

De acordo com a delegada, quem passar informações falsas ou trotes está sujeito a responder criminalmente. “Há a possibilidade de a pessoa responder criminalmente, mas a gente sempre ressalta que tem uma questão de responsabilidade social, porque é até um desperdício de recursos públicos uma viatura, uma equipe de policiais checar uma informação que não ocorreu. Então, a gente chama a população para que nos auxilie, mas que auxilie com responsabilidade”, concluiu.

 

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Diuturnamente

Em nota divulgada na noite desta terça, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) informou que a força-tarefa continua avançando nas buscas a Lázaro Barbosa: “A operação acontece diuturnamente”.

Dois estrondos seguidos foram ouvidos nesta noite, em uma região entre Girassol e o presídio de Águas Lindas de Goiás, Entorno do DF. A área está cercada pelos policiais que caçam Lázaro há 14 dias.

Procurada sobre eventuais explosões, a força-tarefa informou que não houve registro dessa natureza no perímetro em que eles estão trabalhando. O barulho pode ter sido de rojões disparados na vizinhança por populares.

A SSP-GO também não confirmou se Lázaro está na área em que a polícia faz buscas nesta noite. Mas o movimento de viaturas e policiais com forte armamento é intenso no local desde o final da tarde, quando um lençol sujo foi encontrado na rota do foragido.

A perícia vai avaliar se há vestígios de sangue na peça ou apenas sujeira de terra, e confirmar se foi usado por Lázaro. A força-tarefa que caça o suspeito de matar uma família no DF e balear outras quatro pessoas numa série de assaltos em chácaras no DF e em Goiás foi acionada pelos moradores e cães farejadores estão na área.

Desde que saiu do DF, Lázaro trocou tiros duas vezes com a polícia e também com um caseiro de uma chácara em Areia Branca, fazendo uma família refém. No entanto, desde a quinta-feira passada (17), não há informações oficiais sobre a presença dele na região.

Rendição

Nesta terça, conforme revelou o Metrópoles, pessoas ligadas a Lázaro entraram em contato com um advogado criminalista do Distrito Federal para tentar intermediar a rendição do foragido à Polícia Civil do DF (PCDF).

Em entrevista exclusiva à reportagem, o criminalista assegurou que foi abordado por um grupo religioso que estaria auxiliando Lázaro. “Me especularam se eu tinha condições de garantir a integridade física dele”, afirmou o defensor, que pediu para não ser identificado.

O advogado não ficou com o caso, mas ressaltou que Lázaro poderia ter escapado do cerco policial, que conta com 270 agentes, e estaria escondido em outro município goiano.S

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás disse que não chegou à força-tarefa informação no sentido da rendição de Lázaro. “Caso o fugitivo realmente esteja sendo representado por algum advogado e haja esse interesse, é solicitado que a força-tarefa seja procurada”, destaca.

Veja fotos das operações em Goiás:

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apura se o carro encontrado carbonizado na manhã desta terça, em uma região de mata de Girassol, é o mesmo que fugiu de uma abordagem em uma das barreiras montadas pela força-tarefa que busca por Lázaro, na BR-070. A perícia recolheu material para analisar se Lázaro esteve no veículo.

Chacina

Lázaro é suspeito de matar Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas. O crime ocorreu na madrugada de 9 de junho, no Incra 9, em Ceilândia.

O corpo de Cleonice foi encontrado dias depois, em um matagal. O cadáver estava sem roupa e com um corte nas nádegas, em uma zona de mata perto da BR-070.

A morte de Cleonice refletiu a crueldade de Lázaro Barbosa de Sousa, 32. O criminoso, autor da chacina que ainda tirou a vida do marido e dos dois filhos da mulher, permanece foragido há seis dias. Caçado por uma coalização de forças policiais, o maníaco arrancou uma das orelhas e executou Cleonice com um tiro na nuca.

Desde que matou a família Vidal, Lázaro vem entrando e saindo de propriedades, fazendo novas vítimas. Ainda no Incra 9, em Ceilândia, ele invadiu outros dois locais. Em Goiás, ele tem se escondido na região entre Girassol, Edilândia e Cocalzinho, Entorno do DF.

Família Vidal:

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