Pais sobre nova suspensão de retorno nas escolas privadas do DF: “Angústia”

Dona de colégio também diz que todos investiram muito dinheiro para se preparar diante da Covid-19. Ela mesma gastou R$ 80 mil

atualizado 07/08/2020 17:50

retorno aulas particulares durante pandemia escola Arvense brasiliaRafaela Felicciano/Metrópoles

A decisão da Justiça que suspendeu pela segunda vez a retomada das aulas presenciais nas escolas particulares do DF não agradou a Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino (Aspa-DF). A entidade, que evita se posiciona a favor ou contra a retomada das atividades, pede que o governo do Distrito Federal conduza a situação para a tomada de uma solução definitiva.

O presidente da associação, Alexandre Veloso, comentou que o maior problema está na falta de gestão do tema. “Existe um vácuo no condução desse retorno das aulas”, afirma o mandatário. “A gente está vendo que a indecisão traz mais insegurança, angústia e preocupação para os pais. Eles ficam sem saber em quem acreditar”, preocupa-se.

Nesta sexta-feira (7/8), professores, pais de alunos e donos de escolas privadas de ensino infantil do Distrito Federal promoveram uma carreata na área central de Brasília. O grupo pediu o retorno das aulas presenciais na capital federal.

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Veloso entende a apreensão com o retorno neste momento, uma vez que o DF está no pico na pandemia do novo coronavírus.

“Estamos passando por um momento delicado, mas o GDF tem que ser o responsável perante toda a comunidade escolar e dizer se é possível retornar agora”, demanda.

Além disso, o presidente também pede por um controle rigoroso nesse retorno, com acompanhamento do número de casos da Covid-19 entre nas escolas, citando até a possibilidade de retroceder quanto às aulas presenciais. “A liberdade de abrir ou não é o que defendemos”, frisa.

Investimento das escolas

Katherine Bernardes, gestora de escola de educação infantil do DF e organizadora de carreata em prol à reabertura das escolas realizada na quarta-feira da semana passada (28/7), se mostrou bastante frustrada com a nova suspensão. “Agora, não tem o que fazer”, afirmou Bernardes.

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Na escola dela, localizada no Park Way, Bernardes afirma ter investido um bom dinheiro para seguir as orientações estabelecidas pelo governo local.

“Investimos mais de R$ 80 mil em testagem, equipamentos de proteção individual (EPIs), material de limpeza e reorganização das salas de aula. Havia, por exemplo, carteiras conjuntas e tivemos que mudar para mesas individuais”, estima. “De todas as escolas que conhecemos, com certeza passa de R$ 1 milhão investido. Metade disso será perdido”, protesta.

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