Pai e filho que mataram irmãos pegam mais de 50 anos de cadeia

Eles teriam tentado matar, ainda, um terceiro irmão, que conseguiu fugir. O crime ocorreu em 2009 e foi motivado por vingança

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 21/11/2019 12:38

Edvaldo Oliveira foi condenado a 59 anos e nove meses de reclusão; Gleidivan da Silva Oliveira, a 53 anos e oito meses. As sentenças saíram do Tribunal do Júri de Samambaia. Os dois são pai e filho que eram réus por terem assassinado os irmãos Gilmar Conceição de Sousa Silva e Leonardo Conceição de Sousa Silva e tentado matar Geovane Conceição de Sousa Silva.

Edvaldo enviou o filho Gleidivan e outra pessoa – chamada Nelson e já falecida – para o DF, a fim de matar os irmãos Gilmar e Geovane. O motivo seria a suposta participação deles no homicídio de um filho de Edvaldo, entre 2006 e 2007, em Barra do Corda (MA). Todos residiam na cidade na época do crime.

O assassinato dos irmãos ocorreu no dia 29 de março de 2009, por volta de 22h30, de acordo com os autos, em uma rua de Samambaia. Gleidivan e Nelson, com a ajuda de Edvaldo, dispararam tiros contra Leonardo, Gilmar e Geovane.

Leonardo e Gilmar acabaram atingidos. Geovane conseguiu fugir sem ser alvejado.

Para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os crimes aconteceram por motivo torpe, uma vez que as vítimas, que eram irmãos, foram atacadas em retaliação à morte de um dos filhos de Edvaldo.

Qualificadoras

De acordo com acusação, os crimes teriam sido cometidos também mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que os réus utilizaram uma mulher para, em tese, diminuir a vigilância e atraí-los ao local de execução. Assim, os irmãos foram repentinamente atacados pelos autores sem poder prever.

A emboscada tirou a vida de Gilmar e Leonardo – irmão mais novo que estava no local acompanhando os outros e nada tinha a ver com a rixa instalada. Elas tinha apenas 9 anos à época da morte do filho do réu, que motivou o crime.

O juiz analisou os autos e destacou que, logo após a morte do filho, o réu Edvaldo, em vez de registrar ocorrência policial, iniciou uma verdadeira caçada às vítimas Gilmar e Geovane. Os dois deixaram a região maranhense depois do fato. Edvaldo, então, os procurou em diversas cidades até encontrá-los em Samambaia.

Ameaças

Edvaldo invadiu a casa da família das vítimas e colocou uma arma da cabeça da mãe e da irmã delas. Ele as ameaçou para saber o paradeiro de Gilmar e Geovane. Além disso, passou a anunciar na cidade que vingaria a morte do filho e traria a cabeça dos dois em um saco: chegou a oferecer recompensa financeira a quem indicasse o paradeiro, segundo o depoimento da mãe das vítimas.

Por fim, mandou Gleidivan e Nelson ao Distrito Federal para dar cabo da vida dos irmãos. Segundo o juiz, não há dúvida de que o crime foi estabelecido como um objetivo e planejado minuciosamente.

A busca se tornou incessante pelo paradeiro das vítimas em outros estados e no Distrito Federal. Uma mulher foi utilizada para atraí-los para a emboscada que culminou na morte de Leonardo e Gilmar.

Pai e filho foram condenados por dois homicídios duplamente qualificados e uma tentativa de homicídio. As prisões preventivas dos réus foram mantidas e eles não poderão recorrer em liberdade. (Com informações da assessoria de comunicação do TJDFT)

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