Pai de criança soterrada: “É triste chegar e ver minha filha assim”
O Metrópoles conversou com o pai de uma das crianças que ficou soterrada após o acidente com um trator, em Sobradinho II
atualizado
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“É triste chegar e ver minha filha numa situação dessas”. Esse é o relato de Josimar, pai de uma das crianças que ficou soterrada após um trator derrubar parcialmente uma casa no Condomínio Mirante da Serra, na Vila Rabelo, na região de Sobradinho II (DF), nessa quinta-feira (9/4).
“Estava no trabalho, me preparando para almoçar, quando meu vizinho ligou falando do acidente e dizendo que minha filha mais nova tinha ficado soterrada. Achei que fosse brincadeira”, relatou.
Segundo Josimar, quando ele chegou no local, sua filha já tinha sido retirada dos escombros. “É triste chegar e ver minha filha numa situação dessas. Quando nos falamos, ela me disse que estava sentindo dor nos braços”, comentou.
Veja imagens do local:
Dinâmica
De acordo com com a Administração Regional de Sobradinho II, responsável pela intervenção, o trator estava realizando o patrolamento, que é a melhoria da via não pavimentada de acesso ao local, quando teve uma pane elétrica, perdeu o controle e atingiu a residência.
“Em um dado momento, onde o motorista estava fazendo a manobra, a patrola desligou e desceu, vindo a colidir com a casa”, explicou o administrador regional interino de Sobradinho II, Marcelo Oliveira.
Casas interditadas
A Defesa Civil do Distrito Federal foi acionada para o local do acidente e interditou a casa atingida pelo trator e uma residência vizinha. Segundo o órgão, as casas são de baixo padrão construtivo — ou seja, possuem fragilidade — e não contam com lajes.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) disse que a Unidade de Proteção Social 24h (UPS24h) da pasta foi acionada e esteve no local prestando atendimento às famílias.
De acordo com a nota, foram 12 pessoas atendidas, sendo nove adultos e três crianças. “Foi oferecido acolhimento, mas as famílias não aceitaram e foram para a casa de parentes”, disse a Sedes.
A pasta também informou que, mesmo com a recusa no acolhimento, foram disponibilizados colchões, cobertores e solicitado cestas básicas, além dos auxílios Vulnerabilidade, Calamidade e Excepcionalidade para as famílias.















