Padre Júlio Lancellotti e Frei David processam bets em R$ 1,5 bilhão

Processo de entidades católicas lideradas por padre Júlio e Frei David pedem até R$ 1,5 bilhão para criar um fundo em amparo a vítimas

atualizado

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Foto dividida com rosto de padre Julio e outra com imagem de bet
1 de 1 Foto dividida com rosto de padre Julio e outra com imagem de bet - Foto: Instagram/ istock

As entidades católicas Centro de Defesa de Direitos Humanos “Padre Ezequiel Ramin” e Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro Brasil), lideradas pelo Padre Júlio Lancellotti e Frei David, entraram na Justiça contra várias empresas de jogos de azar e apostas on-line, conhecidas como bets.

Os processos foram ajuizados no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em dezembro de 2024 e pedem até R$ 1,5 bilhão em indenização a danos morais para crianças e adolescentes.

Os valores devem ser revertidos a um fundo para amparar todas as vítimas por danos morais e materiais que tiveram, especialmente crianças e adolescentes que acessaram a plataforma de jogos, ainda que por intermédio de terceiros.

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Frei David, coordenador da Educafro
CLDF manifesta apoio ao padre Júlio Lancellotti
Antes do café comunitário, padre Júlio ministra missa na paróquia de São Miguel Arcanjo
Padre Julio Lancellotti recebe Ordem do Mérito
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Padre Julio Lancellotti recebe Ordem do Mérito

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Frei David, coordenador da Educafro
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Frei David, coordenador da Educafro

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CLDF manifesta apoio ao padre Júlio Lancellotti
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CLDF manifesta apoio ao padre Júlio Lancellotti

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Antes do café comunitário, padre Júlio ministra missa na paróquia de São Miguel Arcanjo
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Antes do café comunitário, padre Júlio ministra missa na paróquia de São Miguel Arcanjo

Fábio Vieira/Metrópoles

A ação argumenta que faz parte da estratégia de monetização das empresas induzir menores de idade a um ambiente de azar.

“São frequentes os relatos de adolescentes usando programas como o Pé-de-Meia para fazer apostas on-line e perder a renda, se endividar”, disse Frei David em entrevista. “A vítima desse esquema é o pobre e a criança”, afirmou.

O que o processo quer?

  • A implementação de mecanismos tecnológicos que restrinjam o acesso à plataforma da empresa demandada a pessoas maiores de 18 anos, com base em biometria ou reconhecimento facial;
  • A proibição do uso de celebridades e influenciadores na publicidade da casa digital de apostas demandada;
  • A adoção de publicidade e alertas explícitos sobre os riscos associados ao jogo de apostas, principalmente em relação ao público infanto-juvenil;
  • A exibição, em local de fácil visualização em seus canais eletrônicos, a razão social, CNPJ, número e data da portaria de autorização, endereço físico e dados de contato para atendimento ao consumidor e ouvidoria;
  • Criação de fundo no valor de R$ 1,5 bilhão para amparar vítimas.

A ação teve início em São Paulo, mas as entidades desistiram de ajuizar o processo em tribunais paulistas por uma questão de estratégia. “Optamos pelo DF pela proximidade com os outros âmbitos da institucionalidade que devem ser envolvidos no debate público, como o Congresso Nacional, por exemplo”, contou o advogado das entidades no processo.

“É uma demanda judicial que esperamos que aprofunde o nível do debate público sobre o tema”, destacou. “Esperamos maior celeridade do Judiciário em relação ao tema. Já são meses desde o ajuizamento e as lesões para crianças e adolescentes são permanentes”, concluiu.

Os casos serão analisados pelo juiz Evandro Neiva de Amorim, da vara infantojuvenil do DF.

Programas educativos

No DF, a  Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) firmou um acordo de cooperação técnica com a SaferNet Brasil, organização dedicada à promoção e defesa dos direitos humanos na internet.

Por meio do projeto “Juntos por uma Internet Segura para Crianças e Adolescentes”, essa parceria visa implementar ações educativas, tanto dentro quanto fora das escolas, para promover o uso seguro e consciente da internet e das tecnologias digitais.

Segundo a pasta, atualmente, estão sendo conduzidos estudos para incorporar ao escopo do acordo o tema das plataformas de apostas on-line. O objetivo é conscientizar crianças e adolescentes sobre os riscos associados a algumas plataformas e orientá-los sobre como proteger seus dados pessoais.

 

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