Eduardo Bolsonaro quer regulamentar influenciadores que divulgam bets
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresentou projeto de lei na Câmara propondo regras para influenciadores fazerem propaganda de "bets"

Filho “03” de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) quer que o governo federal regule os influenciadores digitais que fazem propaganda de sites de apostas e cassinos online, as chamadas “bets”.
O parlamentar apresentou na segunda-feira (16/12), na Câmara, um projeto de lei que estabelece regras para que influenciadores possam usar suas redes sociais para promover “bets” e “jogos do tigrinho”.
Eduardo propõe, por exemplo, que, para realizar as propagandas, os influenciadores deverão obter uma certificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), similar à exigida para agentes autônomos de investimento.
“A certificação ficará a cargo do ministério da Fazenda e deverá incluir treinamento obrigatório sobre os riscos das apostas, incluindo a apresentação de casos reais de falência, suicídio e separação de famílias decorrentes do vício em jogos de azar, para garantir que o influenciador tenha pleno conhecimento das implicações de promover essas atividades”, diz o projeto.
Pela proposta de Eduardo, as propagandas deverão ser direcionadas apenas para maiores de 18 anos, utilizando as ferramentas das redes sociais, e terão de explicitar os riscos das apostas para o público alvo.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaCaso descumpram as exigências, os influenciadores terão as mesmas punições aplicadas pela CVM aos agentes autônomos, com multas que variam de R$ 10 mil, em casos leves, a R$ 1 milhão, em situações mais graves.
“Este projeto surge como uma resposta necessária e urgente aos inúmeros casos de influenciadores digitais promovendo apostas online sem a devida regulamentação e transparência. Ao equiparar os influenciadores a agentes autônomos de investimento, o texto visa trazer maior responsabilidade para essas figuras, que exercem grande influência sobre o público, especialmente os mais jovens e vulneráveis”, diz deputado no projeto.










