Pacotão junta Meninas Superpoderosas, advogada odalisca e bruxa no DF. Vídeo
O desfile, que começou na 302/303 Norte, saiu rumo à Esplanada dos Ministérios por volta das 16h
atualizado
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Sob um calor próximo dos 30ºC, brasilienses saíram às ruas na tarde desta terça-feira (17/2) para curtir o último dia de Carnaval. Com muita alegria e disposição, o público caprichou nas fantasias para acompanhar o tradicional bloco Pacotão.
A festa, que começou na 302/303 Norte, saiu rumo à Esplanada dos Ministérios às 16h, com previsão de terminar só depois das 20h.
Foliã de carteirinha, a aposentada Rosana Ramalho, de 64 anos, ressaltou que nem mesmo a cadeira de rodas a impediu de curtir o Carnaval.
“Caí, fraturei o fêmur, mas tinha que vir. É a primeira vez nessa situação [cadeira de rodas]. Há mais de 50 anos que festejo. Neste ano, não podia ser diferente”, disse Rosana.
Segundo a aposentada, desde que o Pacotão, ela segue o bloquinho desde quando ele circulou pela primeira vez. “Amo o bloco. Estou sempre aqui e carrego junto comigo a minha família”, declarou.
Conforme informou Larissa Ramalho, 13, neta de Rosana, a avó mantém a tradição de se vestir de um personagem específico. “Ela nunca deixa de se vestir de bruxa. É a fantasia preferida dela”, disse a menina, aos risos.
Aniversariante do dia, a advogada Eduarda Brito, 44 anos, contou à reportagem que costuma festejar o Carnaval sempre que o feriado cai no mesmo dia em que ela nasceu. Nesta data, ela escolheu a fantasia de odalisca para quebrar a seriedade da vida e celebrar o dia do seu nascimento.
“No meu Instagram é só coisa de advogada. Aquela coisa mais séria. Hoje eu resolvi usar essa fantasia que eu já tinha, mas não tinha coragem de usar para celebrar a vida e o meu aniversário”, contou Eduarda.
Marchinhas e fanfarra
Ao som de marchinhas, fanfarra e muito samba, foliões se divertiram na quadra durante toda a tarde.
A enfermeira Camila Mota, 38 anos, que também faz aniversário nesta terça-feira (17/2), contou que aproveitou a fantasia de meninas super poderosas para comemorar o aniversário e andar pelo bloquinho “combinada” com três amigos –sendo duas outras mulheres e um homem, caracterizado como professor Utônio.
“Gostamos das meninas super poderosas e escolhemos nos vestir assim para curtir o bloquinho hoje. Todo ano saímos em grupo e com fantasias combinando para pular o Carnaval. Já é tradição”, contou.
Fantasiado de bate-bola, o carioca Edmilson Alves Teixeira, de 63 anos, contou que há 40 anos mora em Brasília e ama o Carnaval da capital.
“Para mim, o Carnaval de Brasília tem apenas dois defeitos: acaba cedo e é acompanhado por policiais que desrespeitam os foliões. Para os próximos anos, gostaria que as festas durassem por mais tempo e contasse com a presença de profissionais mais bem preparados e respeitosos “, pontuou.
















