Paciente com câncer de tireoide tem cirurgia negada por plano de saúde e pede ajuda

Servidora do DF tem câncer de tireoide e aguarda por cirurgia quatro meses após diagnóstico. Ela está na posição 233º na fila de regulação

atualizado

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Arquivo Pessoal
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1 de 1 paciente-cancer - Foto: Arquivo Pessoal

Há quatro meses, a servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal Jéssica Galvão Mendes, 34 anos, foi diagnosticada com câncer na tireoide. Desde então, trava uma luta pela própria vida. Teve a cirurgia, recomendada fortemente pelo médico que a acompanha, negada pelo GDF Saúde, convênio médico dos servidores do DF. Sem tempo a perder, ela pede ajuda para arrecadar cerca de R$ 100 mil para realizar uma cirurgia na rede particular. Na pública, está atualmente na 233ª posição na fila de regulação do Hospital de Base.

O diagnóstico foi confirmado em dezembro de 2025, após exames realizados a partir de um histórico familiar de câncer — a tia morreu devido a complicações de um tumor de mama aos 33 anos, o que levou Jéssica a investigar a própria saúde. Exames de rotina identificaram nódulos na tireoide, e a biópsia confirmou o câncer. Mesmo quatro meses depois, ela ainda não conseguiu realizar a cirurgia.

“Receber esse diagnóstico foi um dos momentos mais difíceis da minha vida, pois, além de todos os problemas de saúde que já convivo, agora estaria enfrentando o mais cruel deles”, relatou, se referindo ao diagnóstico de esclerose múltipla.

Segundo ela, o GDF Saúde, administrado pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas), teria negado a autorização do procedimento. Jéssica, então, passou a lutar com as armas que tem. Judicializou o caso e tenta, por meio da Justiça, garantir o procedimento. Porém, também abriu uma vaquinha on-line, para ver se consegue agilizar o tratamento por meios próprios. Para isso, disponibilizou a seguinte chave Pix para quem quiser e puder ajudar com doações: 6039340@vakinha.com.br.

“O tempo de espera na minha posição na fila pode chegar a até dois anos, e o câncer não pode esperar. No meu caso, me deram apenas um retorno para daqui a sete meses, para avaliar como estão os nódulos e a evolução da doença. Até lá, ele pode ter se espalhado ainda mais porque é metástase”, afirmou.

Em nota, o Inas-DF informou que está analisando o caso de Jéssica e que dará retorno após concluir o levantamento das informações. O instituto ressaltou, porém, que pedidos de cirurgia podem ser negados quando não estão previstos no regulamento do plano, embora possam ser reavaliados.

“Pedidos de cirurgia podem ser negados quando não estão previstos no regulamento do plano. As adequações a eventuais negativas devem ser feitas pelo prestador/médico para que seja feita a reanálise e posterior autorização. As situações são analisadas caso a caso. Divergências entre o que é solicitado e o que está previsto no regulamento podem gerar um tempo maior de análise”, explicou.

A reportagem também procurou o a Secretaria de Saúde, que define a classificação de risco e a posição de cada paciente que aguarda procedimento cirúrgico na rede pública de saúde do DF, inclusive no Hospital de Base, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Entenda o câncer de tireoide

O câncer de tireoide é uma doença em que células da glândula tireoide passam a crescer de forma descontrolada, formando um tumor. Em alguns casos, pode se espalhar para os linfonodos do pescoço, o que indica uma forma mais avançada da doença.

O tratamento principal é cirúrgico e pode envolver a retirada total ou parcial da tireoide (tireoidectomia). Quando há comprometimento dos linfonodos, também pode ser necessária a retirada dessas estruturas, para reduzir o risco de progressão do câncer.

Após a cirurgia, dependendo do caso, podem ser indicados tratamentos complementares, como quimioterapia e radioterapia.

 

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