Organização criminosa engana idosos para roubar cartão de crédito no DF

Três pessoas presas na capital seriam apenas um núcleo de um grupo maior de estelionatários

atualizado 27/11/2020 20:05

computadores e celulares em cima de uma cadeiraDivulgação/PCDF

A 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) prendeu três pessoas ligadas a uma organização criminosa de atuação nacional especializada em roubar cartões de banco. Os dois homens, um de 35 e outro de 38 anos, e a mulher, de 32, não tiveram a identidade divulgada.

O trio é acusado de furto mediante fraude: eles enganaram, roubaram o cartão e gastaram o dinheiro de uma moradora do Lago Norte, de 73 anos. O golpe começou quando a idosa foi ao caixa do Banco do Brasil sacar dinheiro, mas o cartão dela ficou preso.

Os estelionatários haviam colocado no caixa eletrônico um artefato conhecido como “chupa-cabra”, que serve justamente para travar e eventualmente roubar os cartões inseridos.

Assim que a cliente do banco percebeu que o cartão estava preso, um dos homens da quadrilha apareceu com um panfleto onde estava escrito um telefone, supostamente para um serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do banco, onde a idosa poderia pedir ajuda. Na conversa com o falso SAC, ela acabou passando as senhas do cartão para os criminosos.

Depois de perceber que havia caído em um golpe, com os estelionatários já fazendo saques do dinheiro que estava na conta, a idosa foi à 9ª DP. Os policiais foram até a última agência em que havia sido registrado retirada do dinheiro, no Shopping Iguatemi.

Eventualmente os membros da organização criminosa voltaram ao shopping e, então, foram presos. Segundo o delegado Tiago Carvalho, é comum que organizações do tipo atuem em todo o território nacional. Das três pessoas presas, um dos homens é do Rio Grande do Norte e os outros dois são de São Paulo.

Os agentes apreenderam dinheiro, inclusive a quantia de 3,2 mil dólares, celulares que eles teriam comprado com os valores roubados e seriam divididos entre os diversos membros da organização. “Apesar do crime ter sido qualificado como furto mediante fraude, sabemos que eles faziam muito mais, até pelo que foi apreendido. Na verdade, a organização é bem maior, o que pegamos aqui no DF foi apenas um pequeno núcleo”, informou o delegado Tiago Carvalho.

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