Crimes cibernéticos crescem 347% no DF. Veja como se proteger

Nos dois meses pico de denúncias, foram mais de 1.300 ocorrências geradas. Para alertar população, PCDF criou cartilhas com orientações

atualizado 19/08/2020 14:21

celular com qr code e cadeado sobre tecladoIgo Estrela/Metrópoles

De janeiro a junho de 2020, o registro de ocorrências de golpes aplicados em ambientes virtuais disparou. O aumento foi de 347% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o pico de casos nos meses de abril e maio, que apresentaram 624 e 708 denúncias de estelionato virtual, respectivamente.

Para Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a pandemia do novo coronavírus impulsiona esse delito, reconhecendo dois fatores principais. Primeiro, devido à quarentena, a maior quantidade de tempo utilizando a internet por parte da população e em segundo plano, devido ao fechamento de estabelecimento comerciais, o crescimento de transações online.

Com o maior número de usuários do Brasil, é no WhatsApp que mais casos vêm acontecendo. Diante desse cenário, a PCDF criou manuais virtuais para orientar os usuários de como se proteger dos golpistas.

“As cartilhas foram criadas para alertar as pessoas para estes crimes, que apresentam uma sequência fora da curva da normalidade”, explica o delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Giancarlo Zuliani.

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Até então, foram quatro livros de orientações feitos e compartilhados pela PCDF neste ano, e que estão fazendo sucesso. ““As cartilhas já se espalharam tanto que pessoas de outros estados nos procuraram pedindo para registrar ocorrência aqui”, relata Zuliani.

Evitando golpes

Existem inúmeras maneiras de se evitarem os vários golpes utilizados pelas quadrilha cibernéticas. No WhatsApp, a DRCC recomenda a ativação da verificação de duas etapas, no qual o usuário cria um código utilizado toda vez que o número for utilizado para instalar o aplicativo em outro aparelho.

Outras dicas da delegacia é desconfiar de conversas com pessoas que não estejam nos contatos do celular, principalmente que pedem por dinheiro ou dados sensíveis, como senhas e dados bancários. No caso de realizar uma transferência, sempre confirmar com o destinatário os dados bancários por outro meio de contato que não seja o WhatsApp, bem como checar as informações passadas.

No caso de sites falsos ou duvidosos, as recomendações são para checar o endereço virtual. Normalmente, esses são hospedados em servidores estrangeiros, terminando com “.com” ou “.com/br”. Vale à pena também pesquisar se há reclamações do site em outros sítios da internet, como neste link, para sites brasileiros, ou neste, para estrangeiros. (Com informações da PCDF)

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