Após nova fase da Operação Trickster, GDF exonera diretor do DFTrans
Nesse sábado (24/3), a PCDF prendeu o responsável pela unidade de controle de bilhetagem automática do órgão, Harumy Tomonori Honda

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desse sábado (24/3), mais uma fase da Operação Trickster, que apura desvios no Sistema de Bilhetagem Eletrônica. A casa do diretor do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTRans), Léo Carlos Cruz, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Os agentes prenderam um dos gestores do órgão.

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Ver todasResponsável pela unidade de controle de bilhetagem automática do órgão, Harumy Tomonori Honda foi detido na manhã deste sábado (24). O suspeito foi ouvido pelo chefe da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), delegado Wisllei Salomão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFHarumy foi preso em casa, em Taguatinga. A Justiça decretou a prisão temporária (cinco dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período) do diretor e também autorizou cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência dele. A Secretaria de Mobilidade ainda não se pronunciou sobre o caso.
Seis dos 34 investigados tiveram a prisão preventiva decretada na tarde dessa sexta-feira (23). Eles foram detidos em 15 de março, durante megaoperação da Polícia Civil e do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), e são suspeitos de integrar o esquema de fraude que pode ter causado prejuízo superior a R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
A 3ª Vara Criminal de Brasília tomou a decisão de tornar preventiva a prisão que era temporária. O pedido foi elaborado pela Coordenação de Combate à Corrupção (Cecor) e pela Divisão de Repressão à Corrupção e aos Crimes contra a Administração Pública (Dicap).
Entre os presos, está o auditor Pedro Jorge Brasil, na mira da PCDF desde a Operação Checklist, deflagrada em outubro de 2017. A decisão também inclui André Vidal Vasconcelos Silva, Eric Souza dos Santos, Renato de Melo Alves, Vinícius Volpon Quatio e Rodrigo José Silva Pinto.
De acordo com as investigações, Pedro Jorge Brasil, lotado desde 2014 na Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa), da Secretaria de Mobilidade, seria o líder do esquema. Ele utilizava-se do cargo para vincular falsos funcionários ao recebimento de vale-transporte. Outros servidores do DFtrans o ajudavam a alimentar o sistema com as informações.
Com um contracheque de quase R$ 19 mil mensais, Pedro Jorge queria mais. As investigações apontam que o desvio com a senha usada por ele seria de até R$ 3,5 milhões. Os investigados foram indiciados pelos crimes de peculato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.




















