Operação desmonta fábrica de criptomoedas que desviava R$ 1 milhão
A fábrica clandestina de criptomoedas operava com energia furtada de São Sebastião; essa é a quarta fase da operação CriptoGato
atualizado
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Mais uma mineradora clandestina de criptomoedas que operava com energia furtada de São Sebastião (DF) foi desmontada pela Operação CriptoGato, da Polícia Civil do DF (PCDF) em parceria com a Neoenergia. De acordo com a distribuidora, a fábrica desviava, em apenas um mês, uma energia suficiente para abastecer cerca de 262 casas, um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.
A quarta fase da ação foi deflagrada na quinta-feira (9/4) na região de Capão Cumprido. No local, as equipes identificaram um esquema em pleno funcionamento, com alto consumo energético e impacto direto na rede elétrica local.
No imóvel, foram apreendidos 20 equipamentos de mineração, dois transformadores de 75 kVA e 20 exaustores — todos operando de forma contínua e irregular.
A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os responsáveis, que não foram localizados durante a operação.
Operação CriptoGato
Desde o início da ofensiva, em janeiro deste ano, a Operação CriptoGato já desarticulou um esquema de grande porte na região de São Sebastião. Ao todo, foram nove mineradoras clandestinas desativadas nas quatro fases da operação.
O balanço consolidado conta com 654 máquinas de mineração apreendidas e um prejuízo acumulado superior a R$ 7,9 milhões.
Segundo a distribuidora, a energia desviada ao longo das operações seria suficiente para abastecer mais de 47 mil residências por mês, volume comparável ao consumo de toda a região administrativa do Recanto das Emas pelo período de 30 dias.
O furto de energia é crime previsto no Código Penal, com pena de reclusão e multa. Além do prejuízo financeiro, a prática afeta diretamente a qualidade do fornecimento, impactando moradores, comerciantes e produtores rurais.
