“Ódio e estupro”: mulher diz por que envenenou marido internado no DF

A suspeita afirmou que cometeu o crime pela forma como era tratada e por um estupro que ele teria cometido contra a filha dela

atualizado

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1 de 1 hospital-santa-marta - Foto: Reprodução

A mulher de 37 anos, presa dentro do Hospital Santa Marta (HSM), em Taguatinga (DF), suspeita de envenenar o marido, 61, admitiu à Polícia Civil (PCDF) que cometeu o crime e contou, em depoimento, o que a motivou.

Em conversa com o Metrópoles, a delegada Elizabeth Frade, da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), disse que a suspeita de tentativa de homicídio afirmou que colocou veneno na boca da vítima durante a visita hospitalar.

“Ela afirma que teria nutrido ódio pela forma que o marido a tratava e por um suposto estupro contra a filha dela”, pontuou a delegada, ponderando que as acusações serão alvo de investigações.

Entenda o caso

  • A mulher foi presa dentro do hospital após suspeita de envenenar o marido de 61 anos. A detenção foi feita por policiais civis da 21ª DP. Ela deve ser autuada por tentativa de homicídio;
  • A PCDF foi acionada pela administração do hospital para apurar o caso. “O plantão policial da 21ª DP foi acionado, mediante comunicação realizada pela administradora, após ter encontrado material semelhante a substância venenosa na cavidade oral de um paciente de 61 anos”, informou;
  • Após as diligências feitas no local, os agentes verificaram que havia uma substância venenosa semelhante à encontrada no organismo do homem em posse da esposa.

Sinais incompatíveis

Em nota, o Hospital Santa Marta confirmou o episódio e disse ter acionado as autoridades competentes. Ainda segundo o HSM, o homem estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, durante a assistência médica, a equipe notou sinais incompatíveis com o quadro de saúde mais recente do paciente.

Dessa forma, o hospital iniciou o protocolo de segurança e acionou as autoridades. A unidade de saúde ainda afirmou estar colaborando integralmente com as apurações e destacou adotar protocolos rigorosos de segurança assistencial e institucional, com base nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Esses procedimentos incluem monitoramento clínico contínuo e treinamento permanente das equipes para identificação precoce de qualquer alteração fora do padrão esperado”, ressaltou o HSM.

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