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OAB-DF vai acompanhar investigações de assassinatos de procuradores

A Ordem criou uma comissão para acompanhar o desenrolar do processo e para dar apoio à família de Saint’Clair Martins Souto e do filho, Saint’Clair Diniz Martins Souto, mortos em Mato Grosso por um funcionário da fazenda de propriedade da família

Facebook/reprodução
Da Redação
 

A Ordem dos Advogados do Brasil-seção DF (OAB-DF) anunciou nesta quarta-feira (14/9) que designou uma comissão para acompanhar as investigações e dar apoio à família dos advogados Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, assassinados no município de Vila Rica, em Mato Grosso. A entidade vai trabalhar ao lado das seccionais da OAB/MT e OAB/RJ na apuração do caso.

Os corpos de pai e filho foram encontrados na manhã desta quarta na fazenda de propriedade da família, após a prisão do gerente da propriedade, José Bonfim Alves de Santana, que confessou a autoria do crime, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública mato-grossense. O duplo assassinato teria ocorrido na última sexta-feira (9).

Saint’Clair Martins Souto tinha 78 anos, já foi prefeito de Unaí (MG), onde possui outra propriedade agrícola, e era procurador aposentado do Distrito Federal. O filho, Saint’Clair Diniz Martins Souto, de 38, era procurador do Estado do Rio de Janeiro. Ambos mantinham escritório de advocacia no Lago Sul, em Brasília.

Para o presidente da OAB/DF, Juliano Costa Couto, o crime choca a advocacia e não serão poupados esforços para dar um basta a estas manifestações inaceitáveis de violência. “O clima de insegurança endêmica que se espalha por todo o país exige uma ação rápida e enérgica das autoridades, sob pena de nos tornarmos todos reféns de pistoleiros”, disse.

Em mensagem de solidariedade às famílias, Costa Couto manifestou: “Desejo paz e conforto aos familiares desses magníficos pais de família, que eram exemplo para a advocacia do Distrito Federal”. O secretário-geral adjunto do Conselho Federal e ex-presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, amigo da família, também registrou que o momento “é de grande consternação para advocacia brasiliense diante da absurda perda de dois valorosos colegas, advogados honrados que deixarão saudades.”

Em novembro de 2002, também em Vila Rica, o então conselheiro federal da OAB Waldemar Pereira Júnior foi executado à queima-roupa quando se reunia com clientes no restaurante do hotel da cidade. Segundo testemunhas, um desconhecido vestindo jaqueta preta aproximou-se e disparou um tiro de revólver no rosto do advogado, que morreu na hora. Waldemar atuava em processos envolvendo conflitos pela posse de terras na região. (Com informações da OAB-DF)

 

 

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