O que diz a Secretaria de Educação sobre ameaças em escola do DF
SEE-DF afirma que acompanha o caso junto às forças de segurança; três adolescentes foram levados à DCA após denúncias
atualizado
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A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) afirmou, por meio de nota, que acompanha as denúncias relacionadas a uma escola de ensino médio, na Asa Sul (DF), após suspeita de adolescentes estarem ameaçando colegas dentro da escola.
Nessa quinta-feira (14/5), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouviu três adolescentes, envolvidos em um caso de grave ameaça, que assustou professores e alunos do Centro de Ensino Médio Setor Oeste (CEMSO). O trio foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente I (DCA I), após denúncias de mensagens enviadas em grupos de WhatsApp.
Em nota, a SEE-DF afirmou que a direção da escola adotou providências imediatas após tomar conhecimento dos relatos.
“A direção da escola iniciou apuração interna, acionou o Batalhão de Policiamento Escolar e comunicou o caso aos órgãos competentes. Durante as averiguações realizadas pelas forças de segurança, alguns estudantes foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para os procedimentos cabíveis”, informou a pasta.
A secretaria também destacou que o policiamento na unidade foi reforçado enquanto o caso segue sob investigação. Segundo a SEE-DF, até o momento, “não há qualquer indício material que comprove a existência das listas mencionadas”.
Entenda o caso
Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, os adolescentes teriam ameaçado estudantes da unidade, principalmente meninas. Há, ainda, a informação de que uma lista com nomes de “garotas mais estupráveis” teria sido enviada em grupos de conversa on-line, em menção ao caso registrado em Mato Grosso.
“Realmente houve ameaça. Em um primeiro momento, assim que a direção entrou em contato conosco, nós já empregamos o policiamento. Tanto o ostensivo quanto o policiamento de inteligência e conseguimos identificar os autores da ameaça e os encaminhamos à DCA”, disse, ao Metrópoles, a tenente Terumy, comandante da Companhia de Policiamento Escolar do Plano Piloto.
A promessa, segundo o apurado, é que as ameaças seriam concretizadas nesta sexta-feira (15/5), quando os alvos estivessem no caminho entre o colégio e uma parada de ônibus próximo à instituição de ensino.
Uma mãe ouvida pelo Metrópoles, que não terá a identidade divulgada, disse que “se sente revoltada, com medo, triste e com uma necessidade gigante de proteger a filha”. “Sinto raiva pela banalização da violência. Espero que tudo seja apurado e que esses meninos sejam punidos”, disse.
A direção do CEMSO emitiu uma nota de esclarecimento à comunidade escolar, confirmando que um grupo de estudantes relatou que havia uma “lista indevida envolvendo alunas”. Diante da situação, a coordenação do colégio iniciou uma apuração interna e comunicou o fato às autoridades, que deram início à investigação.
Os adolescentes foram liberados após prestarem depoimento à PCDF.
