PCDF investiga adolescentes após ameaças de colegas em escola

Três adolescentes foram ouvidos, na noite desta quinta-feira (14/5), na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), na Asa Norte

atualizado

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Arthur de Souza/ Metrópoles
Delegacia da Criança e do Adolescente - Metrópoles
1 de 1 Delegacia da Criança e do Adolescente - Metrópoles - Foto: Arthur de Souza/ Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouviu, nesta quinta-feira (14/5), três adolescentes, envolvidos em um caso de grave ameaça, que assustou professores e alunos do Centro de Ensino Médio Setor Oeste (CEMSO), na Asa Sul.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os jovens foram levados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA1), após ameaças por meio de mensagens em grupos de WhatsApp.

Há, ainda, a informação de que uma lista com nomes de “garotas mais estupráveis” teria sido enviada em grupos de conversa on-line, em menção ao caso registrado no Mato Grosso.

Informações preliminares apuradas pelo Metrópoles dão conta de que os adolescentes ameaçavam principalmente as meninas.

“Realmente houve ameaça. Em um primeiro momento, assim que a direção entrou em contato conosco, nós já empregamos o policiamento. Tanto o ostensivo quanto o policiamento de inteligência e conseguimos identificar os autores da ameaça e os encaminhamos à DCA”, disse, ao Metrópoles, a tenente Terumy, comandante da Companhia de Policiamento Escolar do Plano Piloto.

A promessa, segundo o apurado, é que as ameaças seriam concretizadas nesta sexta-feira (15/5), quando os alvos estivessem no caminho entre o colégio e uma parada de ônibus próxima à instituição de ensino.

Uma mãe ouvida pelo Metrópoles, que não terá a identidade divulgada, disse que “se sente revoltada, com medo, triste e com uma necessidade gigante de proteger a filha”. “Sinto raiva pela banalização da violência. Espero que tudo seja apurado e que esses meninos sejam punidos”, disse.

A direção do CEMSO emitiu uma nota de esclarecimento à comunidade escolar, confirmando que um grupo de estudantes relatou que havia uma “lista indevida envolvendo alunas”. Diante da situação, a coordenação do colégio iniciou uma apuração interna e comunicou o fato às autoridades, que deram início à investigação.

Os adolescentes foram liberados após prestarem depoimento à PCDF. A reportagem acionou a Secretaria de Educação do DF (SEEDF), porém, até a última atualização deste texto, nenhuma nota oficial havia sido emitida.

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