Número de mortes em assaltos no DF aumentam 50% entre 2024 e 2025
Segundo o Anuário da Segurança divulgado pela SSP-DF, todas as vítimas de latrocínio foram homens, e 33% tinham entre 50 a 59 anos de idade
atualizado
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Os casos de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, aumentaram 50% no Distrito Federal entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal 2026 (confira a íntegra aqui).
Divulgado nesta terça-feira (24/3) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), o documento aponta que em 2024 foram registrados oito roubos seguidos de morte no DF, contra 12 no ano passado.
De forma geral, o documento divulgado pela SSP-DF aponta uma tendência de queda nos principais indicadores criminais, especialmente nos crimes contra o patrimônio.
Os roubos, por exemplo, vêm apresentando redução consistente na última década, com queda média significativa, embora ainda sejam os crimes que mais impactam a sensação de insegurança da população. Entre eles, o roubo a pedestre continua sendo o mais frequente.
Casos de latrocínio
Apesar da alta no comparativo anual, o número absoluto de vítimas — 12 — permanece baixo e corresponde ao segundo menor da série histórica desde 2001, mantendo a tendência de queda no longo prazo.
Na análise dos últimos 10 anos, verificou-se uma redução de 74% no número de ocorrências de latrocínios ocorridos no Distrito Federal, passando de 47 casos em 2016 para 12 em 2025.
De acordo com a SSP, 73% das regiões administrativas não registraram casos de latrocínio. Quase metade (42%) dos roubos seguidos de morte foram cometidos de madrugada. Outro ponto que chama a atenção são as vítimas: todas homens, sendo 33% com idades entre 50 e 59 anos.
Nos crimes violentos letais intencionais — que incluem homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte —, o Distrito Federal mantém taxa de 7,4 por 100 mil habitantes.
Feminicídios
Com aumento de cerca de 27% em relação a 2024, passando de 22 para 28 vítimas, o feminicídio é um ponto que preocupa também a SSP.
No recorte de feminicídios, o documento aponta uma oscilação nos números, com aumento em 2025, reforçando a necessidade de políticas específicas e integradas de enfrentamento à violência contra a mulher.
O anuário também chama a atenção para alguns pontos:
- A maioria das vítimas de crimes letais é homem, e muitos casos ocorrem em áreas públicas.
- Conflitos interpessoais continuam sendo a principal motivação dos homicídios.
- Houve redução no uso de armas de fogo, embora ainda sejam o principal meio empregado.
- Os crimes tendem a ocorrer mais em finais de semana e durante a madrugada.
Outro ponto destacado pela SSP-DF é o crescimento da preocupação com populações vulneráveis, especialmente pessoas em situação de rua, que apresentaram participação relevante nos casos de violência letal, exigindo atuação integrada do poder público.
O anuário também afirma ter havido avanços institucionais na pasta, como:
- Ampliação do videomonitoramento urbano.
- Integração entre forças de segurança.
- Fortalecimento de programas como o DF Segurança Integral, baseado em dados e prevenção.
- Maior participação da sociedade por meio de conselhos e pesquisas de percepção de segurança.
Esse é o segundo anuário divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do DF.
“Nossa abordagem na condução da política de segurança pública é pautada pela consistência, com planejamento estruturado e ações de médio e longo prazos, capazes de produzir resultados duradouros e sustentáveis”, disse o titular da pasta, Sandro Avelar.
“Nesse sentido, o Distrito Federal vem, desde 2012, reduzindo de forma consistente seus principais indicadores de criminalidade, mesmo diante do crescimento populacional, das transformações urbanas e de novos padrões delitivo”, acrescentou.
