Novas mortes em UTI: investigação não contará com imagens do hospital

Delegado responsável pelo caso das mortes em UTI do Hospital Anchieta disse que a unidade não tem mais as imagens por conta do temp

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Lara Abreu/Arte Metrópoles
funcionarios hospital anchieta
1 de 1 funcionarios hospital anchieta - Foto: Lara Abreu/Arte Metrópoles

Os seis novos inquéritos que apuram novas mortes na Unidade Hospital Anchieta não terão o apoio das câmeras de segurança da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Anchieta, afirmou o delegado-chefe da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Raphael Seixas.

“Como os casos aconteceram no passado e as denúncias foram posteriores, já não havia mais essas imagens nas câmeras de segurança, então não vamos trabalhar nessa linha”, disse Seixas.

O delegado afirmou que isso pode atrapalhar as investigações, mas outros pontos serão analisados.

“A gente vai analisar o que foi prescrito para as vítimas, as amostras de sangue, o acesso à farmácia. As imagens seriam boas, de fato, mas não seriam o único elemento”, destacou.

Segundo o delegado do caso, foram denunciadas nove mortes no total, sete por familiares dos falecidos e dois de denúncias anônimas. Porém, três casos foram descartados pelo fato dos três técnicos de enfermagem investigados não estarem trabalhando quando as mortes ocorreram.

A Polícia Civil viu indícios parecidos com as mortes que vitimou os outros três pacientes. As mortes desses seis pacientes teriam ocorrido também neste mesmo período.

Os inquéritos recém-instaurados terão também como embasamento o depoimento de todos os parentes das vítimas, médicos, enfermeiros, além do laudo da morte que será analisado pelo Instituto Médico Legal (IML).

“Todas as mortes que não foram naturais e ocorreram no período em que os técnicos estavam trabalhando, serão investigadas”.

De acordo com a delegacia, os óbitos sob investigação são de pessoas entre 73 e 83 anos. Todos eles tiveram paradas cardiorrespiratórias repentinas, o que fez as famílias procurarem a Polícia Civil.


Veja a cronologia do caso


Agora, a PCDF investiga, ao todo, 13 mortes ocorridas no local. A corporação deve analisar prontuários e cruzar as informações com escalas médicas da UTI da unidade.

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Três profissionais são investigados pelo crime
Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam injeção letal
Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Três profissionais são investigados pelo crime
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Três profissionais são investigados pelo crime

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Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam injeção letal
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Ao menos três pessoas foram mortas ao receberam injeção letal

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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital

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Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal
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Câmeras de segurança do hospital mostram o momento em que o técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, prescreve substância letal

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Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos
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Técnicos acessavam sistemas com senhas de médicos

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Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta
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Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

Arte/Metrópoles

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 (foto em destaque), são acusados de injetar altas doses de medicamentos em pacientes do Hospital Anchieta.

João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75, tiveram parada cardiorrespiratória na UTI da unidade após receberem injeções letais.

Os técnicos seguem presos preventivamente enquanto aguardam julgamento pelas mortes.

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