Novas mortes em UTI: investigação não contará com imagens do hospital
Delegado responsável pelo caso das mortes em UTI do Hospital Anchieta disse que a unidade não tem mais as imagens por conta do temp
atualizado
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Os seis novos inquéritos que apuram novas mortes na Unidade Hospital Anchieta não terão o apoio das câmeras de segurança da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Anchieta, afirmou o delegado-chefe da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Raphael Seixas.
“Como os casos aconteceram no passado e as denúncias foram posteriores, já não havia mais essas imagens nas câmeras de segurança, então não vamos trabalhar nessa linha”, disse Seixas.
O delegado afirmou que isso pode atrapalhar as investigações, mas outros pontos serão analisados.
“A gente vai analisar o que foi prescrito para as vítimas, as amostras de sangue, o acesso à farmácia. As imagens seriam boas, de fato, mas não seriam o único elemento”, destacou.
Segundo o delegado do caso, foram denunciadas nove mortes no total, sete por familiares dos falecidos e dois de denúncias anônimas. Porém, três casos foram descartados pelo fato dos três técnicos de enfermagem investigados não estarem trabalhando quando as mortes ocorreram.
A Polícia Civil viu indícios parecidos com as mortes que vitimou os outros três pacientes. As mortes desses seis pacientes teriam ocorrido também neste mesmo período.
Os inquéritos recém-instaurados terão também como embasamento o depoimento de todos os parentes das vítimas, médicos, enfermeiros, além do laudo da morte que será analisado pelo Instituto Médico Legal (IML).
“Todas as mortes que não foram naturais e ocorreram no período em que os técnicos estavam trabalhando, serão investigadas”.
De acordo com a delegacia, os óbitos sob investigação são de pessoas entre 73 e 83 anos. Todos eles tiveram paradas cardiorrespiratórias repentinas, o que fez as famílias procurarem a Polícia Civil.
Veja a cronologia do caso
- Em 11 de janeiro, a Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
- Àquela altura, porém, o caso ainda não havia vindo à tona. O teor da operação só foi noticiado em 19 de dezembro, quando a PCDF confirmou que três técnicos de enfermagem foram presos por suspeita de envolvimento em mortes de pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta.
- O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após a instituição notar estranheza nos óbitos e semelhança entre os casos.
- Descobriu-se, então, que Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 injetaram altas doses de medicamentos que provocaram parada cardíaca em João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75 (os três na foto em destaque).
- Segundo as investigações, Marcos Vinícius era o responsável por injetar as medicações, enquanto Amanda e Marcela davam cobertura.
- O Metrópoles obteve imagens dos técnicos de enfermagem injetando substâncias que mataram os três pacientes. Os acusados aumentavam as doses dos remédios em até 10 vezes, tornando-os tóxicos e letais. Em um dos casos, eles chegaram a ministrar desinfetante nas vítimas.
- A motivação ainda é desconhecida. Tudo o que se tem são depoimentos aparentemente controversos de Marcos Vinícius.
Agora, a PCDF investiga, ao todo, 13 mortes ocorridas no local. A corporação deve analisar prontuários e cruzar as informações com escalas médicas da UTI da unidade.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 (foto em destaque), são acusados de injetar altas doses de medicamentos em pacientes do Hospital Anchieta.
João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75, tiveram parada cardiorrespiratória na UTI da unidade após receberem injeções letais.
Os técnicos seguem presos preventivamente enquanto aguardam julgamento pelas mortes.













