
Mirelle PinheiroColunas

Polícia Civil faz operação contra homicídios dentro de hospitais do DF. Veja vídeo
Os crimes são apurados no âmbito da Operação Anúbis, deflagrada para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou nas investigações sobre três homicídios ocorridos dentro do Hospital Anchieta, em Taguatinga, registrados nos dias 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025. Os crimes são apurados no âmbito da Operação Anúbis, deflagrada para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis.
A primeira fase da operação foi realizada na manhã de 11 de janeiro pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Na ocasião, dois investigados foram presos em cumprimento a mandados de prisão temporária.
Além das prisões, policiais civis cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. Materiais considerados relevantes para a investigação foram recolhidos e encaminhados para análise.
Segunda fase
A apuração ganhou novo desdobramento na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis. Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão temporária de uma das investigadas e apreendeu dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
Segundo a corporação, os materiais apreendidos devem auxiliar no esclarecimento da dinâmica dos crimes e na identificação de eventuais responsabilidades adicionais.
O que diz o hospital
Confira a nota enviada pelo Hospital Anchieta:
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas.
O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.”
