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Distrito Federal

No primeiro dia de greve, PCDF deixa de registrar mil ocorrências

Segundo dados do Sinpol, pelo menos 250 mil ocorrências criminais não serão investigadas durante a paralisação da categoria

22/02/2018 11:07, atualizado 22/02/2018 13:59
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JP Rodrigues/Especial para o Metrópoles
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O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) divulgou o primeiro balanço sobre o impacto que a paralisação da categoria, iniciada nessa quarta-feira (21/2), tem gerado no atendimento das delegacias.

De acordo com a entidade, no primeiro dia de paralisação, cerca de mil ocorrências deixaram de ser registradas em 51 delegacias do DF. Pelo menos 250 mil também não serão investigadas durante o período, ainda segundo o Sinpol.

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Cerca de 400 carteiras de identidade não serão emitidas nos postos de identificação a cada dia de paralisação, além de 50 laudos periciais. Com relação à elaboração de provas testemunhais, 1,5 mil deixarão de ser elaboradas diariamente.

Conforme apontou o sindicato, há 11 mil mandados de prisão em aberto e outros mil referentes à apreensão de adolescentes para serem cumpridos.

Os policiais também pararam com as investigações. São mais de 250 mil ocorrências em apuração apenas no ano de 2017.

A paralisação terá fim no sábado (24), com o atendimento nas delegacias retornando normalmente a partir das 8h. Na próxima segunda-feira (26), às 14h30, haverá uma assembleia em frente ao Palácio do Buriti para decidir quais medidas serão adotadas caso não se consiga um acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF).

O principal pleito da corporação é a equiparação dos salários com a Polícia Federal e a concessão do mesmo aumento concedido à PF no ano passado, de 37%.