No DF, coleta de lixo passa a ser em dias alternados

De acordo com o SLU, a coleta seletiva também está sendo ampliada e deve alcançar 100% das localidades até o fim do ano

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 10/10/2019 12:35

A partir desta quinta-feira (10/10/2019), tem mudança na coleta de lixo no Distrito Federal. O serviço será feito de forma alternada, e não mais diariamente, como ocorria em muitas cidades. Com isso, o governo espera economizar no pagamento das empresas.

“Atualmente, apenas 35% de todo o DF têm coleta diariamente. Com esses novos contratos (com as empresas), a convencional passará a ser em dias alternados”, explicou o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Um calendário é elaborado pelo órgão e, futuramente, será informado à população. Haverá dias e caminhões diferentes para recolher o lixo orgânico, que vai para o aterro, e o seco, destinado à reciclagem.

Além da coleta porta a porta feita pelos caminhões, o SLU promete instalar 244 pontos públicos de entrega voluntária. Agora, só há pontos em locais particulares, como supermercados que trabalham com as cooperativas de catadores. O Distrito Federal ganhará também 21.086 lixeiras novas e 382 contêineres semienterrados para garantir a coleta convencional em áreas de difícil acesso.

Outra mudança é sobre a coleta seletiva. De acordo com o SLU, ela será ampliada e deve atingir 100% das regiões administrativas da capital, até o fim deste ano. De fora, ficarão apenas as áreas rurais, onde a quantidade separada e recolhida ainda é pequena diante do investimento.

De acordo com o órgão, novo contrato com três empresas prestadoras de serviço de coleta de lixo e limpeza da cidade — uma delas portuguesa — vai permitir a ampliação do trabalho. A validade da parceria é de cinco anos. Serão 1.039 veículos e equipamentos novos na cidade.

Além da seletiva, as empresas Sustentare, Valor Ambiental e Consita cuidarão da coleta e do transporte de resíduos sólidos domiciliares.

Atenderão ainda coleta manual e mecanizada e a remoção de entulhos; varrição manual e mecanizada de vias e espaços públicos; lavagem e limpeza de equipamentos; e pintura mecanizada de meios-fios, entre outras ações de limpeza.

Para o presidente do SLU no DF, Felix Palazzo, é preciso melhorar o ranking de Brasília no descarte do lixo. Ele afirma que a cidade está acima da média nacional. Entretanto, precisa e deve aperfeiçoar a relação com o lixo que produz. Isso significa dar destino correto a ele, não sujando os lugares por onde se passa.

“Queremos ganhar o coração e a mente da população para que ela nos ajude a manter a cidade mais limpa. Até porque, lugar limpo é o que menos se suja.”

Licitação

Após um primeiro edital, feito em 2017 e barrado pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF), o SLU lançou nova concorrência em abril de 2018. O custo total estimado foi de R$ 2,09 bilhões, com adequações às determinações do tribunal.

De novo, o órgão pediu esclarecimentos e modificações que levaram o GDF a firmar contratos de emergência sem licitação. Liberada em maio deste ano, a concorrência custou total de R$ 1,68 bilhão, ou seja, diminuição de cerca de 20%.

Como mostrou o Metrópoles, a Sustentare Saneamento entrou com embargos de declaração contra a decisão do TCDF que liberou a continuidade da licitação para o processo de escolha das empresas que vão cuidar da coleta de lixo do Distrito Federal. Com a decisão, a Corte de Contas autorizou o SLU a firmar contrato com a Consita, que arrematou o terceiro lote da concorrência pública iniciada há mais de dois anos.

Sediada em Belo Horizonte, a empresa integra, desde 2015, o grupo português Mota-Engil. A Sustentare, porém, alega ter oferecido preço inferior.

A Consita foi considerada vencedora do Lote 3 para realizar coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos – inclusive em áreas de difícil acesso. Além disso, vai cuidar das coletas seletiva, manual e mecanizada de entulhos. Também vai ficar responsável pela varrição manual e mecanizada de vias e logradouros públicos. Isso porque as duas primeiras colocadas desistiram do certame. Terceira classificada, ofereceu prestação de serviços por cinco anos, no valor de R$ 548.815.429,80.

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