No DF, 21 presos por violência doméstica usam tornozeleiras

Dos 143 detentos que utilizam o equipamento, 14% são algozes de mulheres, como Janaína Romão Lúcio, morta a facadas pelo ex

Divulgação/PCDFDivulgação/PCDF

atualizado 16/07/2018 16:37

Janaína Romão Lúcio, 30 anos, é a mais recente vítima de feminicídio no Distrito Federal. Somente de janeiro a junho deste ano, foram 14 mulheres assassinadas, a maioria por pessoas próximas. O número é maior do que o registrado no mesmo período anterior – 10.

Stefanno Jesus Souza de Amorim, 21, suspeito de matar a jovem, está foragido. Muitos algozes, porém, já foram colocados atrás das grades e usam tornozeleiras. Dos 143 presos com o equipamento, 21 estão encarcerados por violência doméstica. Ou seja, 14,6% do total.

Nesses casos, as tornozeleiras são colocadas para que agressores tenham uma distância mínima da vítima, conforme decisão judicial. Janaína levou cinco facadas do ex no fim da tarde de sábado (14/7). A mulher foi atacada no Condomínio Porto Rico, de Santa Maria, ao buscar as filhas, de 4 e 2 anos, na casa onde o suspeito morava. Ela chegou a ser levada ao Hospital Regional de Samambaia, mas não resistiu aos ferimentos.

A ex-esposa do agressor já havia denunciado Steffano pelo menos duas vezes. O corpo de Janaína está sendo velado na tarde desta segunda-feira (16), no cemitério do Gama. Após o suspeito ameaçar a família da vítima nesta manhã, dizendo, por telefone, que “queria as meninas”, a Secretaria de Segurança reforçou a segurança no local. Pelo menos quatro viaturas estão na cerimônia de despedida.

Stefanno fugiu sem camisa e descalço. A faca ficou no cenário do crime. A vítima, que era funcionária terceirizada do Ministério dos Direitos Humanos, será enterrada às 15h. Todo o funeral está sendo custeado pela empresa responsável por contratar a moça.

 

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