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Distrito Federal

Naskar: Justiça manda soltar trio de sócios que sumiu com R$ 900 milhões

Alvará de soltura foi expedido nessa quinta-feira (3/9). Trio estava preso há um mês, em São Paulo, e é acusado de sumir com R$ 900 milhões

05/09/2026 15:31
Arte/Metrópoles
Naskar: Justiça manda soltar trio de sócios que sumiu com R$ 900 milhões

A Justiça do Distrito Federal soltou os três ex-sócios da fintech Naskar Gestão LTDA., Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato. O trio estava preso há um mês, em São Paulo, e é acusado de sumir com R$ 900 milhões de mais de três mil clientes espalhados pelo Brasil.

O alvará de soltura foi expedido na tarde dessa quinta-feira (3/9). Na decisão que determinou a soltura, o juiz Aimar Neres de Matos considerou , entre outros pontos, que a investigação foi formalmente encerrada em 28 de agosto. Além disso, ressaltou que a eventual realização de análises periciais sobre materiais já apreendidos não seria suficiente para manter os investigados presos.

“As medidas de busca e apreensão já foram cumpridas, tendo sido arrecadados celulares, notebooks, pen drives, chips telefônicos, livros contábeis, documentos e outros elementos de interesse da investigação, os quais se encontram sob a custódia do Estado”, disse.

O magistrado também avaliou que não havia notícia de tentativa de interferência na investigação, constrangimento de testemunhas ou risco concreto de fuga. Segundo ele, as medidas patrimoniais já determinadas e a suspensão das atividades empresariais também permanecem vigentes.

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Apesar de determinar a soltura, o juiz impôs oito medidas cautelares aos investigados, são elas:

  • Comparecimento a todos os atos em eventual ação penal;
  • Proibição de manter contato, por qualquer meio, direto ou indireto, com vítimas, testemunhas, colaboradores e demais pessoas relacionadas aos fatos investigados;
  • Proibição de acesso ou frequência às empresas relacionadas aos fatos investigados, inclusive por intermédio de terceiros;
  • Proibição de ausentar-se da comarca sem prévia autorização judiciaL;
  • Recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, ressalvadas situações excepcionais previamente autorizadas pelo Juízo;
  • Suspensão do exercício de atividades empresariais e financeiras relacionadas aos fatos investigados, nos termos das determinações anteriormente proferidas;
  • Entrega e retenção dos passaportes e demais documentos de viagem; e
  • Manutenção das constrições patrimoniais anteriormente deferidas, inclusive bloqueios, arrestos e indisponibilidades, nos exatos limites das decisões já proferidas.

No dia 25 de agosto, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Pires Brandão negou o pedido de soltura dos três ex-sócios.

Na decisão, o relator negou liminarmente o pedido, alegando que o STJ não tem competência para analisar habeas corpus contra decisão monocrática de desembargador, visto que a decisão ainda não passou pelo crivo de um órgão colegiado do tribunal de origem.

“Evidencia-se a incompetência do Superior Tribunal de Justiça para o processamento e julgamento do feito, dada a inexistência de ato coator proferido por Tribunal sujeito à jurisdição desta Corte”, explicou o ministro do STJ.


Entenda o caso

  • A Naskar Gestão de Ativos chegou a ter sede no DF e, atualmente, tinha endereço fixo em São Paulo (SP). Apresenta-se como fintech (empresa de serviços financeiros que oferece facilidades aos clientes em comparação com bancos tradicionais);
  • A empresa atuava captando recursos de clientes com retorno de 2% ao mês, valor bem acima do operado pelo mercado; por exemplo: se uma pessoa investisse R$ 1 milhão, receberia R$ 20 mil mensais pagos pela fintech, enquanto a empresa cuidaria do patrimônio investido pelo cidadão;
  • A financeira atuou por 13 anos sem problemas. Até que, em maio, o pagamento mensal de rendimentos não foi realizado;
  • Os clientes buscaram entender o que estava acontecendo e não obtiveram resposta.

Quem são os ex-sócios

Mais conhecido como Maurício Jahu, José Maurício é um ex-atleta de vôlei. Fez carreira no Clube Atlético Pirelli, de São Paulo, e teve passagens pela Seleção Brasileira na década de 1980. Maurício Jahu ainda foi treinador e modelo antes de decolar em uma segunda profissão, a de apresentador de TV. Trabalhou na ESPN Brasil durante cerca de 20 anos.

Marcelo Liranco Arantes, por sua vez, é sócio-administrador de outras três empresas, além da fintech. Já Rogério Vieira comanda duas companhias do ramo financeiro.

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Marcelo Arantes, sócio da Naskar
Rogério Vieira, sócio da Naskar
Maurício Jahu, sócio da Naskar. O mais famoso do trio, Jahu foi apresentador da ESPN
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Maurício Jahu, sócio da Naskar. O mais famoso do trio, Jahu foi apresentador da ESPN

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Marcelo Arantes, sócio da Naskar
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Marcelo Arantes, sócio da Naskar

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Rogério Vieira, sócio da Naskar
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Rogério Vieira, sócio da Naskar

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