Youtuber constrói mansão de R$ 4 mi com rifas clandestinas de carrões
O casarão no Park Way dispõe de cinco suítes, três salas independentes e nove banheiros. Além disso, a mansão oferece nove vagas de garagem

Com uma movimentação bancária de pelo menos R$ 20 milhões nos últimos dois anos, o youtuber Kleber de Moraes, o Klebim, alvo principal da Operação Huracán, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), não economizou na hora de construir sua nova morada. A mansão, sequestrada por ordem judicial e ainda e, construção, no Park Way, teve um investimento de R$ 4 milhões.
Youtuber do DF com 4 mi de seguidores é preso por lavagem de dinheiro
A propriedade conta com 2,5 mil metros quadrados de terreno e 585 metros de área útil. No total, o casarão dispõe de cinco suítes, três salas independentes e nove banheiros. Além disso, o imóvel oferece nove vagas de garagem.
A mansão ainda tem piscina aquecida com três níveis, churrasqueira, sauna, espaço para fogueira, ofurô e sala de jogos. O projeto incluiu características de arquitetura contemporânea e fino acabamento, tendo ambientes amplos e integrados. A PCDF fez imagens áreas da mansão sendo erguida.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVeja imagens da mansão:
Alto requinte
De acordo com informações do projeto original da mansão, a propriedade tinha a previsão de oferecer, ainda, cozinha integrada à sala de lazer, com armários embutidos e bancada em silestone branco zeus. Escritório mais reservado, com acesso direto ao jardim, garantindo mais conforto na hora do trabalho.

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Ver todasA área de lazer foi idealizada para ser completíssima, com piscina centralizada, churrasqueira com área gourmet coberta, tendo uma bancada em granito, mesa de sinuca e banheiro de apoio. Jacuzzi e espaço pronto para fogueira, com acabamento em granito. Para finalizar, o projeto previu a construção de um mirante com vista livre para o Plano Piloto.
Veja fotos da mansão sendo erguida:
A operação
A PCDF cumpriu quatro mandados de prisões temporárias e sete de busca e apreensão. Também determinou o sequestro de nove carros de luxo, como Ferrari, Lamborghini e Mercedes, assim como o arresto de uma mansão no Park Way avaliada em R$ 4 milhões. A corporação ainda pediu o bloqueio de R$ 10 milhões das contas de quatro investigados e de três empresas envolvidas no esquema criminoso.
As investigações da Operação Huracán apontaram que o influenciador digital utiliza seus perfis nas redes sociais para promover e realizar sorteios de veículos de luxo e preparados, com sofisticados sistemas de som e customização. Klebim e outros três alvos foram presos temporariamente pelos crimes de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.
Apenas no Instagram, Klebim tem cinco perfis: o pessoal, com 1,4 milhão de seguidores; Estilo Dub (1,3 milhão); Guincho Dub (12,5 mil); Dub Shop (119 mil); e Dub House (332 mil). Além disso, ele mantém um canal no YouTube com 1,27 milhão de inscritos. No TikTok, o número é de 1.207. Em todas as redes, o total de seguidores alcança a marca de 4,4 milhões.
Lavagem de dinheiro
De acordo com as apurações, os sorteios não são autorizados pelos órgãos competentes. Além disso, o youtuber não recolhe impostos. Klebim, segundo a polícia, lava o dinheiro dos sorteios com a aquisição de veículos superesportivos, que são registrados em nome de laranjas – incluindo a mãe do influenciador – e empresas de fachada.
Além de Klebim, ainda foram presos acusados de integrar o esquema criminoso, Pedro Henrique Barroso Neiva, Vinícius Couto Farago e Alex Bruno da Silva Vale. Todos ajudariam a movimentar as rifas clandestinas e auxiliariam na entrega dos veículos recebendo comissões em dinheiro pagas pelo influenciador digital.
A DRF identificou que o esquema era altamente lucrativo e apurou-se que os criminosos movimentaram R$ 20 milhões em apenas dois anos. Para se ideia do poder de compra de Klebim, a polícia apreendeu uma Lamborghini Huracán e uma Ferrari 458 Spider. Ambos os superesportivos são avaliados em R$ 3 milhões.
Rifa clandestina
A rifa é prática ilegal, de acordo com o Ministério da Economia, responsável por regrar e fiscalizar loterias e jogos de azar no País. Segundo a pasta, ainda que o dinheiro sirva para bancar projetos de veículos ou seja total ou parcialmente direcionado para caridade, a prática é considerada clandestina e irregular.
A legislação permite sorteios e rifas com venda de cotas apenas para instituições filantrópicas e mediante autorização especial – nesse caso, os sorteios devem ser realizados necessariamente via Loteria Federal. De acordo com o órgão, “a exploração de bingos, loterias e sorteios é atividade ilegal e constitui contravenção penal”, além de ser um “serviço público exclusivo da União”.
Por meio de nota, o ministério informa que, se houver comprovação de prejuízos a qualquer participante, poderá ser configurado ilícito penal ou, “no mínimo”, lesão ao consumidor.










































