Na Mira

Veja quanto ganha servidor do TST que abusava de aluna durante aulas

Elmer Catarino Fraga, 63 anos, está sendo investigado pela DPCA por cometer crimes de importunação sexual e ameaças contra uma jovem

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
homem dando aula para menina
1 de 1 homem dando aula para menina - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O técnico judiciário Elmer Catarino Fraga, 63 anos, está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) por cometer crimes de importunação sexual e ameaça contra uma estudante de 16 anos, a qual participava de aulas particulares ministradas pelo homem que atuava como professor particular de matemática.

Lotado no Núcleo de Policiamento Ostensivo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a sua função, que deveria garantir a segurança e a ordem em uma das mais altas cortes do país, contrasta violentamente com acusações de que Elmer teria transformado uma sala de estudos, de um condomínio em Águas Claras, em seu próprio campo de caça.

Servidor público estável, ele transitava livremente pelos condomínios de luxo da capital federal ministrando aulas particulares. Segundo o portal de transparência do TST, o acusado tem uma remuneração paradigma de R$ 18 mil, que, somados com outros benefícios do cargo, além de descontos relacionados a previdência pública e imposto de renda, possui um salário líquido de aproximadamente R$ 12,5 mil.

O “cálculo” do abuso

O servidor começou a lecionar para uma adolescente de 16 anos em setembro de 2023. Durante meses, agiu sob a sombra da normalidade, mas, no segundo trimestre de 2025, o comportamento abusivo do professor veio à tona.

De acordo com as investigações, Elmer passou a inviabilizar o espaço físico: ele sentava-se a distâncias desnecessariamente curtas, encurralando a jovem contra a mesa de estudos.

O que antes eram explicações de fórmulas tornou-se toque lascivo. Vídeos gravados pela vítima (veja mais acima) mostram o servidor acariciando as coxas, o pescoço e a nuca dela. Elmer questionava a menor sobre o consumo de vídeos eróticos, tentando normalizar conversas de cunho sexual durante o horário das aulas.

Tentativa de silenciamento

O detalhe mais sombrio da investigação reside no poder de coação exercido pelo servidor. Aproveitando-se de sua experiência no setor de segurança e policiamento do TST, Elmer teria ameaçado a adolescente de morte caso ela relatasse os episódios aos pais.

A coragem da vítima em registrar os abusos, capturando imagens e áudios das ameaças, foi o golpe final na impunidade de Elmer. O pai da adolescente formalizou a denúncia na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A corporação agora investiga se há outras vítimas que, intimidadas pelo cargo ocupado por Elmer no Poder Judiciário, ainda não levaram seus relatos às autoridades.

TST se manifesta

Procurado pela coluna, o tribunal se manifestou sobre o caso envolvendo o servidor. “O TST não identificou nenhuma informação sobre o caso nas unidades competentes, mas conta com estruturas e procedimentos administrativos para tratar da questão internamente caso a denúncia se concretize”, informou a Corte.

O servidor não foi localizado pela reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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