Os bastidores da cobertura policial de um jeito que você nunca viu

Veja a prisão de homem que chuta cabeça de torcedor do Brasiliense

Policiais saíram de uma escola no Guará com Francisco Silvio Ferreira Chaves, de 26 anos, algemado, após ele deixar irmã no colégio

atualizado 10/05/2022 17:26

Voadora torcedor do BrasilienseReprodução/Vídeo

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quarta-feira (10/5), mostra o momento em que policiais da 38ª DP (Vicente Pires) prendem um dos dois integrantes de torcidas organizadas que roubaram e espancaram um torcedor do Brasiliense, em 8 de fevereiro deste ano, após o Palmeiras vencer a semifinal do Mundial de Clubes.

Nas imagens, é possível ver os policiais saindo de uma escola no Guará com Francisco Silvio Ferreira Chaves, 26 anos, algemado. Ele acabou detido ao deixar a irmã no colégio público, que foi cercado por 11 policiais. Francisco é o homem que aparece chutando a cabeça de um torcedor do Brasiliense, quando a vítima já estava caída no chão. A prisão ocorreu durante a Operação Foul Play, na segunda-feira (9/5).

Veja:

Leia na coluna de @mirelle_ap e @carloscarone78: https://t.co/GNcuDB5aDe

— Metrópoles (@Metropoles) May 10, 2022


Francisco Silvio Ferreira Chaves, vulgo Junior, é morador do Guará e lutador de Muay Thai. Ele é integrante da torcida organizada Força Jovem do Vasco da Gama. O outro preso é Jonathan Dantas Limas, 27, morador do Gama, torcedor do Palmeiras e membro da torcida organizada Mancha Verde.

De acordo com as investigações, no dia do crime, os suspeitos saíram da sede da torcida alviverde, situada na Rua 3 de Vicente Pires, para agredir torcedores rivais. Imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento em que o torcedor do time candango andava pela calçada na companhia da namorada e, logo em seguida, é agredido brutalmente.

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Ao todo, seis homens participaram da agressão, direta ou indiretamente. Enquanto o jovem de 18 anos era agredido, a namorada gritava por socorro.

Veja o momento do espancamento:

“Troféus”

Após as agressões, os torcedores rivais arrancaram um short do Brasiliense que era usado pela vítima e uma jaqueta que pertencia à namorada do rapaz, de 14 anos. Logo depois, um carro que dava apoio aos integrantes das torcidas organizadas foi usado para dar fuga aos suspeitos. Além das peças de roupas, os criminosos roubaram R$ 200 do jovem.

A polícia apurou, ainda, que, no dia dos roubos, foram feitas postagens no perfil IRAJOVEMTROFEUS do Instagram, de uma fotografia das vítimas, momentos antes do crime, e de outras fotografias das roupas subtraídas. De acordo com os investigadores, o fato demonstra que os atos de violência praticados ocorreram para expor, nas redes sociais, os itens roubados como “troféus” de batalhas dos integrantes das torcidas organizadas.

Jonathan foi preso em casa, no Gama. No local, os policiais cumpriram a busca domiciliar, tendo encontrado e apreendido vasto material vinculado à torcida organizada Mancha Verde – entre os quais, as roupas usadas pelo suspeito quando da prática criminosa. A PCDF também apreendeu o veículo utilizado nos roubos. Francisco foi achado no Guará.

Ambos irão responder por roubo em concurso formal, que é quando ocorre subtração de bens mediante uma só ação, contra diversas vítimas, alcançando patrimônios diferentes.

De acordo com a polícia, eles já têm extensa ficha criminal, inclusive por outra briga, envolvendo integrantes de torcidas organizadas.

A investigação segue para identificar outras pessoas envolvidas na agressão.

Mancha Verde Brasília se manifesta

Pelo Instagram, a Mancha Verde Brasília manifestou-se sobre o ocorrido. Ressaltou que “repudia qualquer ato criminoso”, mas que chamou a atenção “a forma como a imagem da torcida foi usada para dar contextos midiáticos para a operação policial”.

“Materiais da organizada foram levados à delegacia e filmados para divulgação na imprensa como se fossem provas de crimes. A própria condução do suspeito até a delegacia aconteceu com ele vestindo uma camisa da Mancha Verde, com direito a uma filmagem padronizada para ser exibida nos canais televisivos. Um único indivíduo da nossa torcida que praticou um delito não nos representa”, ressaltaram.

A torcida organizada reforçou na nota que ações sociais fazem parte da identidade deles, no entanto, não são divulgadas “com a mesma proporção de um ato infeliz de um único membro”.

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