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Na Mira

"Unção da sacanagem": pastor engolia sêmen de fiel para curar gastrite

O pastor ia até a casa da vítima e se trancava com ela em um quarto. O religioso passou a fazer sexo oral afirmando que havia sido curado

12/06/2024 02:09, atualizado 12/06/2024 08:52
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Reprodução
Homem com camiseta branca deixa viatura

Preso preventivamente desde 22 de maio por violação sexual mediante fraude e extorsão, o pastor Sinval Ferreira (foto em destaque), 41 anos, está encarcerado no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo penitenciário da Papuda.

Alvo de operação da Polícia Civil, o religioso simulava ser um profeta e ter revelações trágicas envolvendo a morte de parentes dos fiéis. Para livrá-los do infortúnio, os homens deveriam receber sexo oral e transar com o líder evangélico. Em um dos casos, o criminoso chegou a engolir o sêmen de uma das vítimas.

Simulando ter “premonições” e afirmando que filhos de um fiel poderiam morrer, o falso profeta garantia que a única forma de salvá-los seria fazendo uma espécie de unção no órgão sexual do pai das crianças que supostamente faleceriam. Na ocasião, o pastor ia até a casa da vítima e se trancava com ela em um dos quartos. Rezando e masturbando o fiel, o religioso passou a fazer sexo oral  no integrante da igreja. O criminoso chegou a afirmar que, ao engolir o sêmen, havia sido curado de gastrite e feridas estomacais.

Geralmente, as “unções da sacanagem” ocorriam na casa da vítima, às quartas-feiras e aos domingos, quando aconteciam os cultos na igreja. Segundo as investigações da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), no âmbito da Operação Jeremias 23 — passagem bíblica que faz alusão aos falsos profetas —, o religioso usava a influência para abusar sexual e financeiramente dos fiéis que frequentavam a comunidade da qual ele é líder.

Veja imagens do pastor que fazia a “unção da sacanagem”:

“Unção da sacanagem”: pastor engolia sêmen de fiel para curar gastrite - destaque galeria
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Para "livrar" as pessoas do destino trágico, homens deveriam receber fazer sexo com ele
Com 30 mil seguidores no Instagram, Sinval usava influência para abusar sexual e financeiramente de frequentadores de igreja
Pastor era visto como "profeta" na comunidade religiosa, pela suposta capacidade de ter "revelações"
Usando desse prestígio, ele abordou um fiel da igreja que liderava e o avisou que teve "visão" sobre morte da esposa da vítima
Para satisfazer desejo sexual, pastor dizia à vítima que "Deus" teria dado ordem para que ele salvasse a esposa do fiel
Pastor Silval Ferreira simulava ter "revelações" sobre suposto futuro sombrio que envolvia a morte de parentes das vítimas
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Para "livrar" as pessoas do destino trágico, homens deveriam receber fazer sexo com ele
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Com 30 mil seguidores no Instagram, Sinval usava influência para abusar sexual e financeiramente de frequentadores de igreja
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Pastor era visto como "profeta" na comunidade religiosa, pela suposta capacidade de ter "revelações"
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Usando desse prestígio, ele abordou um fiel da igreja que liderava e o avisou que teve "visão" sobre morte da esposa da vítima
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Para satisfazer desejo sexual, pastor dizia à vítima que "Deus" teria dado ordem para que ele salvasse a esposa do fiel
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"Revelação" consistia na realização de "sete unções" que teriam poder de "quebrar maldição" e salvar vida da mulher
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"Unções" teriam de ser feitas nas partes íntimas da vítima. Com receio das ameaças, fiéis cediam às investidas
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Além de vantagens sexuais, pastor obtinha vantagens financeiras
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Prisão do pastor Sinval Ferreira
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Prisão do pastor Sinval Ferreira

Reprodução

Anal no motel

Pressionando o fiel a realizar as sessões de sexo com o pretexto de salvar a vida do filho, o pastor chegou a levar a vítima algumas vezes para um motel. Já dentro do quarto, o líder religioso descreveu como deveria ser o “ritual”. Seriam necessárias sete sessões de sexo – a primeira deveria ser de sexo oral, a segundo, anal, e as demais seriam intercaladas. Nas ocasiões de sexo anal, a vítima deveria penetrar o pastor.

As relações aconteciam geralmente no mesmo motel ou em um outro localizado em Taguatinga. Sempre fazendo ameaças de morte de algum parente próximo da vítima, o pastor obrigava os fiéis a terem relações sexuais com ele e também com outros frequentadores da igreja.

Uma mulher, de 58 anos, também pastora, em Sobradinho, era cúmplice do autor e o auxiliava com as ameaças de castigo celestial. Além disso, ela mantinha relações sexuais com os fiéis na presença do autor. No entanto, a líder religiosa não foi presa.