Ultima aposta: PF fecha o cerco contra bicheiros milionários
Eles utilizavam os recursos obtidos com o jogo para financiar outras atividades ilegais, possivelmente incluindo a corrupção de servidores

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco), em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6/12), a Operação Apostas Encerradas, com o objetivo de desestruturar um grupo criminoso responsável pela lavagem de dinheiro proveniente da exploração de jogos de azar no estado do Ceará.
A ação é um desdobramento da Operação Primma Migratio, deflagrada em abril deste ano.
As investigações revelaram uma rede criminosa que utilizava pessoas para ocultar e movimentar recursos obtidos de forma ilícita, totalizando transações financeiras suspeitas superiores a R$ 300 milhões.

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Ver todasA análise fiscal revelou uma discrepância significativa entre os rendimentos declarados pelos investigados e suas movimentações financeiras, alcançando mais de R$ 40 milhões, em valores suspeitos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesParte desses recursos foi utilizada na aquisição de imóveis de alto padrão, incluindo uma cobertura em área nobre de Fortaleza, além de veículos de luxo, demonstrando a estruturação da organização para ocultar a origem dos valores.
São cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Ceará, e foi decretado o sequestro de sete imóveis e um veículo de alto padrão, além do bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados.
A organização criminosa investigada estava envolvida em diversas práticas ilícitas, como a exploração do jogo do bicho e apostas clandestinas, e utilizava os recursos obtidos para financiar outras atividades ilegais, possivelmente incluindo a corrupção de agentes públicos.




