Na Mira

TJDFT mantém prisão de membro do PCC que dava golpes da falsa pousada

Criminoso e comparsas clonavam sites e perfis de redes sociais de pousadas da cidade turística de Pirenópolis (GO) para enganar vítimas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Daniel Ferreira/Metrópoles
Rua do Lazer em Pirenópolis
1 de 1 Rua do Lazer em Pirenópolis - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

A Justiça do Distrito Federal determinou, na madrugada deste sábado (20/12), a prisão preventiva de dois homens apontados como líderes de uma organização criminosa especializada em golpes pela internet.

Segundo as investigações, o grupo clonava sites e perfis de redes sociais de pousadas da cidade turística de Pirenópolis (GO) para enganar vítimas e receber pagamentos por hospedagens que não existiam.

Os envolvidos são Lucas Maia Morback de Araújo, conhecido como “King” – integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), e Marcos Antônio Franco de Sousa. Ambos já haviam sido presos temporariamente no dia 16 de dezembro, na cidade de Goiânia, durante a terceira fase da Operação Sem Reservas.

A decisão foi tomada pelo Núcleo Permanente de Plantão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), após pedido da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz destacou que existem provas dos crimes e indícios suficientes de autoria. Segundo a decisão, os investigados fazem parte de organização criminosa interestadual, que atua de forma contínua e estruturada há pelo menos dois anos, causando prejuízos financeiros significativos a diversas pessoas.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, a quadrilha atuava de forma organizada e com divisão de tarefas, praticando principalmente os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

O esquema consistia em copiar páginas reais de pousadas e criar perfis falsos nas redes sociais, muito semelhantes aos originais. Com isso, as vítimas acreditavam estar negociando com estabelecimentos verdadeiros e realizavam pagamentos antecipados por reservas que nunca existiram.

Após receber o dinheiro, o grupo transferia os valores para contas bancárias de terceiros, alugadas exclusivamente para esse fim. Em seguida, o dinheiro passava por um processo de lavagem, que incluía a conversão em criptomoedas e movimentações financeiras em casas de câmbio no Paraguai, dificultando o rastreamento pelos órgãos de investigação.

Prejuízos milionários

De acordo com a PCDF, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 13 milhões em dinheiro ilícito nos últimos dois anos. Somente no Distrito Federal, o esquema fez 83 vítimas.

A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas do esquema.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?