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Na Mira

Técnica de enfermagem é agredida por paciente e acompanhante em UPA no DF

A agressão ocorreu na UPA de Sobradinho (DF). A técnica foi ajudar uma mulher que havia caído de uma cadeira de rodas quando foi atacada

07/09/2026 13:14
Reprodução / @Portal NS2 - Sobradinho
Técnica de enfermagem é agredida por paciente e acompanhante em UPA no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), investiga uma ocorrência de vias de fato contra uma técnica de enfermagem. A profissional denunciou que foi agredida dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho, nesse domingo (6/9).

O Metrópoles acionou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), mas, até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.

A reportagem conversou com a vítima, que preferiu não ser identificada.

Segundo ela, após sair da sala verde e seguir para a sala vermelha acompanhando um paciente, ouviu gritos de socorro. Uma outra paciente, que estava em uma cadeira de rodas, havia caído no chão e estava alterada, debatendo-se.

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Ao tentar ajudá-la, a técnica de enfermagem teria sido agredida. A acompanhante da paciente presenciou a situação, mas segundo a profissional, interpretou a situação de forma equivocada e partiu para cima da técnica de enfermagem.

Chutes e puxão de cabelo

A vítima relatou que foi atacada, recebeu chutes e teve o cabelo puxado pela agressora. Um outro familiar tentou separar as duas e arrasou a agressora para longe. Em seguida, a mulher teria deixado a UPA.

A técnica de enfermagem ficou com hematomas no rosto e em diversas regiões do pescoço. Após a agressão, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e acompanhou a profissional até a delegacia, onde ela registrou um boletim de ocorrência.

À coluna, a vítima afirmou que ainda sente dores de cabeça em razão dos puxões de cabelo. Ela também relatou que, para além da dor física, dói a humilhação no próprio local de trabalho.

“A gente acorda cedo para trabalhar, para fazer o bem para quem precisa, ajudar e é recompensada assim.”

A técnica contou que esse é o segundo episódio em que é agredida durante o trabalho. Na primeira vez, decidiu não tomar providências, mas, agora, resolveu denunciar o caso para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer, tanto com ela quanto com os colegas de profissão.

A vítima afirmou que recebeu toda assistência da equipe presente no plantão e foi afastada provisoriamente das funções.

O caso é investigado pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II).