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Suspeito de matar gari respondeu por homicídio e agressões a mulheres

De 2003 a 2021, empresário que está preso por assassinato de gari teve outros quatro registros criminais, incluindo violência doméstica

atualizado

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Foto colorida de empresário que teve a prisão convertida em preventiva após assassinato de gari em BG.
1 de 1 Foto colorida de empresário que teve a prisão convertida em preventiva após assassinato de gari em BG. - Foto: Reprodução / Redes sociais

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, preso preventivamente pelo assassinato de um gari em Belo Horizonte (MG), possui uma longa ficha criminal por ocorrências registradas no Rio de Janeiro.

Em 2011, Renê atropelou uma mulher de 50 anos no Recreio dos Bandeirantes. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. Na ocasião, ele foi acusado de homicídio culposo (sem intenção), por dirigir em alta velocidade.

Em 2003, ele foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal por agredir uma mulher. Dois anos depois, em 2005, voltou a ser conduzido a uma delegacia por violência doméstica contra a ex-noiva.

Em 2021, foi novamente investigado por violência doméstica — desta vez, contra a ex-esposa. Conforme relata a denúncia, ele teria feito ameaças e causado lesões corporais graves em razão de desentendimentos relacionados ao processo de divórcio.

Atualmente, Renê está preso pela morte de Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, ocorrida após uma briga de trânsito na segunda-feira (11/8).


Entenda o caso:

  • O crime foi cometido na manhã dessa segunda-feira (11/8), enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre.
  • Testemunhas relataram à polícia que Laudemir e outros garis recolhiam resíduos quando o empresário passou de carro.
  • Renê pediu que o caminhão fosse retirado da via para que pudesse passar com seu veículo elétrico.
  • Após breve discussão com a motorista do caminhão, ele desceu do carro e efetuou disparos.
  • Laudemir foi atingido na região da costela. Renê entrou no veículo e fugiu.
  • A vítima chegou a ser socorrida e levada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
  • A causa da morte foi hemorragia interna provocada pelo projétil, que ficou alojado no corpo.
  • A prisão do empresário aconteceu horas depois, em uma academia de luxo no bairro Estoril, durante ação conjunta das polícias Civil e Militar.
  • Renê foi levado para o Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura o crime.
  • O empresário passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (13/8) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)
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Momento em que Renê é preso na academia
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Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos
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Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos

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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)
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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)

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Foto de Renê preso

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Momento em que Renê é preso na academia
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Momento em que Renê é preso na academia

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Foto do empresário em um evento
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“Foi embora tranquilamente”

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), depois de atirar, Renê foi embora “tranquilamente”, como se nada tivesse acontecido. Em coletiva à imprensa, os delegados relataram que o empresário negou o crime e até que tenha passado pelo local.

Segundo o delegado Evandro Radaelli, Renê afirmou que saiu de casa em direção à empresa onde trabalha, em Betim (MG), e enfrentou trânsito incomum no trajeto.

O delegado destacou ainda que, em depoimento, Renê apresentou horários “picados” sobre suas atividades no dia em que o gari foi assassinado. Ele contou que saiu de casa às 8h07, foi à empresa, almoçou, voltou para casa, trocou de roupa, passeou com os cães e foi à academia.

Arma usada no crime

Durante as investigações, os policiais apreenderam uma arma que pertence à esposa de Renê, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A perícia vai analisar se foi essa arma que ele usou no crime.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria abriu processo administrativo para apurar se o empresário tinha acesso à arma da esposa e se ela sabia de alguma coisa.

Em depoimento, a delegada negou qualquer envolvimento. Até agora, não há indícios de participação dela, e, por isso, Ana Paula segue no cargo.

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