Na Mira

Suruba no Lago: advogado caloteiro tirou camisinha no meio da transa

O fato de o advogado querer retirar a camisinha provocou a ira das profissionais do sexo, que chegaram a paralisar a suruba no escritório

atualizado

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Arte/Metrópoles
estátua da Justiça rindo e lendo mensagens
1 de 1 estátua da Justiça rindo e lendo mensagens - Foto: Arte/Metrópoles

O rebuliço sexual envolvendo o que deveria ter sido uma noite de prazer exclusivo em um escritório de advocacia sofisticado na Península dos Ministros, no Lago Sul, ganhou novos e lascivos desdobramentos.

O estopim para o escândalo relacionado ao advogado Hans Weberling e a duas garotas de programa não foi apenas o desacerto financeiro estimado em R$ 10 mil, mas um ato de alto risco biológico: o advogado retirou o preservativo durante o sexo, sem o consentimento das mulheres.

O fato de o advogado ter tirado a camisinha no decorrer do ato sexual provocou a ira das profissionais, que chegaram a paralisar a suruba. O episódio ocorreu durante ménage à trois acertado, segundo as vítimas, pelo valor de R$ 10 mil (R$ 5 mil para cada).

Proteção abandonada

O clima de luxúria foi interrompido abruptamente quando as mulheres perceberam que o advogado havia se livrado do preservativo, prática conhecida internacionalmente como stealthing, tipo de ato que viola a liberdade sexual e expõe os envolvidos a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Segundo relatos colhidos pela polícia e mensagens trocadas após o evento, a dinâmica do encontro mudou drasticamente depois desse fato. As mulheres, sentindo-se “vulneráveis e expostas”, confrontaram o advogado imediatamente. O medo de contaminação e a quebra de confiança fizeram com que o ato fosse paralisado.

“Isso gerou um medo na gente, porque existem riscos e consequências que não deveriam ter acontecido daquele jeito”, desabafou uma das vítimas, citando o perigo a que todos na mansão, inclusive o próprio advogado, foram submetidos.

Do risco ao calote

A tensão gerada pelo ato criminoso de Hans Weberling contaminou a negociação financeira. Com o clima arruinado e sentindo-se lesadas física e moralmente, as mulheres cobraram o pagamento imediato do valor combinado. Foi neste momento que o advogado, já em meio à discussão sobre a segurança do ato, teria se recusado a pagar.

A negativa veio acompanhada de ironia. Diante da insistência das profissionais, que alegavam que “programa não é fiado” e reforçavam o risco que correram, Hans Weberling teria disparado: “Pode chamar até o papa que eu não vou pagar”.

Versões na delegacia

A Polícia Militar foi acionada e conduziu o trio para a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). Em depoimento, o advogado tentou minimizar o ocorrido, sustentando a tese de que a relação foi “espontânea” e fruto de uma confraternização iniciada na Fazenda Churrascada, negando qualquer tipo de acordo comercial entre ele e as garotas de programa.

 

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