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Na Mira

Sócios de construtora são investigados por fraude em obras

Segundo a investigação, os sócios provocavam atrasos na execução para obter vantagens financeiras; prejuízo estimado é de R$ 1,5 milhão

16/06/2026 09:29, atualizado 16/06/2026 10:13
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Reprodução / PCGO
Sócios de construtora são investigados por fraude em obras

Dois sócios de uma construtora de Goiânia (GO), identificados como Mário Ferreira Pires Neto e Lorena Correa Chaves Ferreira Pires (imagens em destaque), são investigados por supostas fraudes na execução de obras residenciais. A empresa Diretriz Construtora provocava atrasos na execução para obter vantagens financeiras.

Nesta terça-feira (16/6), policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon) cumpriram três mandados de busca e apreensão.

A Polícia Civil também realizou o bloqueio judicial de R$ 1,5 milhão em bens e valores dos investigados por possíveis crimes contra as relações de consumo.

Até o momento, três vítimas foram identificadas. Os prejuízos estimados são de R$ 240 mil, R$ 510 mil e R$ 700 mil, respectivamente.

Imagens:

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6 imagens
Uma das casas feitas pela construtora
Outro cômodo da casa
Operação Opus Malus
Outro veículo apreendido
Carro apreendido
Perfil da construtora investigada
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Perfil da construtora investigada

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Uma das casas feitas pela construtora
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Uma das casas feitas pela construtora

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Outro cômodo da casa
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Outro cômodo da casa

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Operação Opus Malus
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Operação Opus Malus

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Outro veículo apreendido
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Outro veículo apreendido

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Carro apreendido
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Carro apreendido

Reprodução / PCGO

A divulgação dos nomes dos sócios e da empresa investigada foi autorizada pela autoridade policial com o objetivo de possibilitar o reconhecimento de outras eventuais vítimas e contribuir para o avanço das investigações.

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos citados. O espaço permanece aberto para manifestações.

Atrasos nas obras

As apurações, que resultaram na Operação Opus Malus, indicam que, há cerca de um ano, uma construtora sediada em Goiás vinha induzindo consumidores a erro em relação aos prazos de conclusão de obras residenciais.

Segundo a investigação, o engenheiro responsável e sócio da empresa provocava atrasos deliberados na execução dos empreendimentos para obter vantagens econômicas indevidas, já que a extensão do período das obras aumentaria a lucratividade da construtora.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema envolvia a elaboração de relatórios com informações falsas sobre o andamento das etapas construtivas, além da omissão de dados relacionados à qualidade dos materiais utilizados nas edificações.

Paralelamente, a empresa e seus representantes promoviam intensa divulgação dos serviços em redes sociais, transmitindo aos consumidores uma imagem de credibilidade e eficiência.