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Sequência de imagens mostra aluno sendo atacado na rua e em academia. Veja vídeo

As gravações indicam que, mesmo ferido e em desespero, o homem tentou fugir. Já com a camisa ensanguentada, ele morre momentos depois

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Morte em academia PR
1 de 1 Morte em academia PR - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Uma sequência de imagens brutais registrada por câmeras de segurança escancara a violência de um crime que começou ainda fora de uma academia de ginástica, em Londrina (PR), e terminou de forma trágica no interior do estabelecimento. Os vídeos mostram o agressor à espreita, em atitude suspeita, aguardando a chegada da vítima nas imediações de um comércio próximo. Em poucos instantes, a cena evolui para uma perseguição no estacionamento, quando ocorrem os primeiros golpes.

As gravações indicam que, mesmo ferido e em desespero, o homem tentou fugir. Já com a camisa ensanguentada, ele conseguiu ultrapassar a catraca da academia, saltando para dentro do local na tentativa de escapar. O ataque, porém, continuou: a vítima ainda foi atingida novamente, até a intervenção decisiva de um policial militar que treinava no momento do crime.

O agressor foi identificado como Lucas Wancler Ferreira dos Santos, de 30 anos. Ele foi preso em flagrante após ser contido pelo PM, que correu até o vestiário, pegou a arma guardada em seu armário e conseguiu deter o suspeito, evitando que a situação se agravasse ainda mais.

Morte por ciúmes

A vítima, David Schmidt Prado, de 37 anos, foi atacada inicialmente no estacionamento da academia. Mesmo gravemente ferido, conseguiu caminhar até o centro do salão, onde acabou caindo e não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, Lucas aguardava a chegada de David e, ao avistá-lo, iniciou o ataque.

Em depoimento, Lucas confessou o crime e afirmou que a motivação teria sido ciúmes, após descobrir que a vítima estaria supostamente se relacionando com sua ex-companheira.

O crime provocou pânico entre os alunos que treinavam no local. Alguns se afastaram imediatamente, enquanto outros permaneceram paralisados, observando a cena em choque. A academia foi isolada para o trabalho da perícia, e as imagens das câmeras passaram a integrar a investigação.


Entenda o caso:

  • O crime ocorreu em uma academia de Londrina (PR) nessa segunda-feira (5/1). Lucas Wancler Ferreira dos Santos, 30 anos, ficou esperando David Schmidt Prado, 37, chegar ao local e, ao avistá-lo, o atacou.
  • A primeira facada foi desferida ainda no estacionamento da academia, quando David foi surpreendido por Lucas. Desesperada, a vítima corre, busca por socorro, cai e é golpeada novamente.
  • David consegue chegar à recepção da academia, onde pede que chamem uma ambulância. Ensanguentado, ele pula a catraca da academia, na tentativa de fugir em definitivo de Lucas.
  • O assassino persegue Davi, também pula o cercado, e dá outra facada no homem. Nesse momento, outros alunos da academia percebem o que estava acontecendo e começam a gritar, apavorados.
  • Assim que notou tudo o que acontecia, um policial militar que treinava no local correu para o vestiário, pegou a arma que estava guardada no armário e deu voz de prisão para o assassino.
  • Davi chegou a ser socorrido, mas, quando os bombeiros chegaram, já o encontraram sem vida

Defesa se manifesta

Procurada pela coluna, a defesa do autor informou que o caso encontra-se em fase inicial de apuração, ainda pendente de análise judicial e da produção regular de provas.

“Diante da gravidade dos fatos e da ampla repercussão social, a defesa adota postura estritamente técnica e responsável, abstendo-se de qualquer manifestação que possa gerar julgamento antecipado ou comprometer o contraditório e a ampla defesa. Questões de mérito, autoria ou enquadramento jurídico devem ser tratadas exclusivamente nos autos, no momento processual adequado”, disse a advogada criminalista Thais Indiara Pereira dos Santos.

A defensora afirmou, ainda, que não concorda com a divulgação ou utilização de conteúdos e provas vazadas do processo, por entender que tal prática compromete a regularidade da persecução penal e as garantias constitucionais das partes. “A defesa acompanhará os atos processuais, confiando na atuação das instituições responsáveis e no devido processo legal”, finalizou.

 

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