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Segurança que perseguiu mulher negra em mercado é denunciado pelo MP
Funcionário seguiu cliente negra que usava traje branco de religiões de matriz africana, como se ela fosse furtar produtos
atualizado
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o segurança que perseguiu uma mulher negra em um supermercado do Gama (DF), em um caso que envolve racismo e intolerância religiosa. A vítima vestia traje branco, tradicional de religiões de matriz africana, e foi seguida pelo funcionário do estabelecimento como se tivesse intenção de furtar produtos.
A informação sobre a denúncia do segurança foi divulgada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investigou o caso.
“O segurança, 37 anos, de uma rede de supermercados no Gama perseguiu uma cliente do estabelecimento, de 32 anos, como se ela fosse praticar furto, em razão dela ser negra e estar trajando vestimentas brancas, comuns de sacerdotisas da religião que pratica. A investigação da PCDF levou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios— MPDFT a oferecer a denúncia em desfavor do segurança”, informou a PCDF em nota.
Ameaça do pai da vítima
O episódio motivou o pai da vítima, um homem de 58 anos que se apresentou como desembargador, a ir ao supermercado armado e ameaçar o gerente, exigindo a demissão do segurança.
Durante as investigações, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin/DF) identificou um registro anterior de ameaça com arma de fogo envolvendo o suspeito. Com base nisso, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, nesta terça-feira (17/3), mandado de busca e apreensão no Núcleo Bandeirante (DF), onde apreendeu a arma.
O homem também é investigado por violência doméstica. Na delegacia, a esposa relatou ameaças e intimidações e pediu medidas protetivas. Ainda não há confirmação sobre eventual vínculo dele com o Judiciário.
