Na Mira

“Se fosse uma criança, teria morrido”, diz mulher atacada por cães

Uma mulher de 49 anos foi brutalmente atacada por cães em Ceilândia. Vítima sobreviveu, e família cobra politica de controle para cachorros

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles / Ceilândia Muita Treta
Mulher atacada por cães - Metrópoles
1 de 1 Mulher atacada por cães - Metrópoles - Foto: Material cedido ao Metrópoles / Ceilândia Muita Treta

A mulher que foi atacada por cães em Ceilândia, nessa quarta-feira (20/8) disse para a filha, durante tratamento no hospital, que pensou que morreria.

A vítima, de 49 anos, saiu casa a pé para fazer a extração de dois dentes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima. Após o procedimento, foi atacada por aproximadamente seis cães.

“Quando atravessei uma pista e fui passar por um balão, vi uma ninhada com muitos cachorros. E vi uma fêmea. Ela veio para cima de mim, e os outros vieram em volta. Ela me derrubou e os outros atacaram”, contou. “Se fosse uma criança, teria morrido.”

As imagens angustiantes foram divulgadas pelo perfil Ceilândia Muita Treta.

Veja:

O ataque durou aproximadamente alguns minutos. “A minha sensação é que eu fosse morrer. Porque a fêmea veio para atacar o meu pescoço, mas coloquei meu braço”, afirmou. As mordidas dos cães rasgaram diversas partes do corpo da mulher, principalmente os membros.

O motorista de um Fiat Fiorino avançou com o carro no local e espantou os cães, salvando a mulher. Na sequência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou a vítima para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

“Ela estava muito agitada. Com muita dor. Gemendo bastante”, disse a filha da vítima, a esteticista Emilli Gomes da Costa, de 30 anos. “Ela não imaginou que os cachorros fossem atacar ela”, completou.

“Ela achou que ia morrer, porque ninguém estava indo ajudar ela. Ela estava tentando lutar. Os cachorros estavam muito furiosos em cima dela”, ressaltou.

A apesar da quantidade de ferimentos, a vítima recebeu alta e vai seguir o tratamento em casa.

Controle dos cães de rua

Abalada e aliviada, Emilli pede para o poder público providências. Segundo a esteticista, o DF precisa controlar a população de animais nas ruas, seja com a retirada para abrigos ou com a castração.

“Antigamente tinha a carrocinha. Hoje em dia, tem muito cachorro na rua. Eu mesma fui atacada perto de casa. Um cachorro mordeu a minha bunda. Voltando da academia, do nada, senti a mordida”, pontuou.

Segundo Emilli, a situação está ficando cada vez mais perigosa com o aumento da população canina nas ruas.

“Os cachorros ficam com raiva. Estão com fome. Tem gente que bate neles. Ficam o tempo sob estresse. Se estranharem qualquer um que passar, vão atacar, sendo adulto, criança ou outro animal”, alertou.

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