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Na Mira

Saiba quem venceu a queda de braço no racha histórico do PCC

Expulsos e jurados de morte, o trio vai ter de entregar carros, mansões, pontos de tráfico e até mesmo renunciar a participação em empresas

Mirelle Pinheiro, Carlos Carone27/03/2024 08:25, atualizado 27/03/2024 09:19
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Reprodução/web
marcola e soriano

A guerra interna na facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) já tem um grupo vencedor. O líder máximo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola (à esquerda na foto em destaque), e seus aliados ganharam a primeira queda de braço.

Os oponentes Roberto Soriano, o “Tiriça” (à direita na foto em destaque), Abel Pacheco de Andrade, o “Vida Loka”, e Wanderson Nilton de Paula Lima, o “Andinho”, foram expulsos e jurados de morte. Os três foram obrigados a entregar carros, mansões, pontos de tráfico e até mesmo renunciar a participação em empresas usadas para lavar dinheiro.

A derrota no embate, entretanto, pode impulsionar a criação de uma nova facção no país: a Primeiro Comando Puro (PCP).

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Marcola chamou Soriano de "psicopata"
Roberto Soriano, o Tiriça, 02 do PCC
Líderes históricos do PCC, Cego (esquerda) e Funchal também se voltaram contra Marcola
Marcola, líder do PCC
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Roberto Soriano, o Tiriça, 02 do PCC
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Divulgação/SSP-SP
Líderes históricos do PCC, Cego (esquerda) e Funchal também se voltaram contra Marcola
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Líderes históricos do PCC, Cego (esquerda) e Funchal também se voltaram contra Marcola

Reprodução/MPSP

A descoberta da suposta nova facção é tratada como “informação preliminar” pelo setor de inteligência da Polícia Civil paulista e circula nos bastidores do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em meio ao racha histórico na cúpula do PCC.

Fontes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) ouvidas sob reserva pela reportagem do Metrópoles não descartam que dissidentes do PCC que romperam com Marcola estejam criando uma nova facção, diante do histórico mais recente de conflitos na cúpula, a partir de 2018.

Eles, porém, veem o movimento com ceticismo, por conta do prejuízo financeiro que a divisão causaria no faturamento bilionário oriundo do tráfico de drogas.